Outono aumenta doenças respiratórias: como proteger seu bebê

Com ar seco e variação de temperatura, estação favorece vírus respiratórios e exige atenção redobrada com bebês e crianças pequenas

Crédito: (Montagem/Edvaldo Barone/ABCdoABC)

O outono está chegando oficialmente nesta sexta-feira, dia 20, às 11h45, mas parece que o calor do verão ainda não quer ir embora. Mesmo que o “friozinho” demore um pouco para aparecer, quem cuida de criança sabe que não dá para bobear. Com a mudança da estação, as temperaturas começam a oscilar e o ar fica mais seco, o que é um prato cheio para doenças como gripe, resfriados, bronquiolite e crises de asma. Por isso, é hora de começar a preparar o terreno para proteger os pequenos.

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A pediatra Mariana Bolonhezi explica que o outono traz mudanças no clima e no nosso jeito de viver que ajudam os vírus a se espalharem. “O outono marca o início de um período em que começamos a observar mais infecções respiratórias. As temperaturas ficam mais baixas, o ar tende a ficar mais seco e as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados, o que facilita a transmissão de vírus”, conta a médica. Para se ter uma ideia, os números do Ministério da Saúde mostram que os vírus respiratórios continuam circulando com força. Só em 2025, foram mais de 42 mil casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) até outubro, atingindo principalmente as crianças com menos de dois anos.

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É nessa fase que os pais precisam dobrar a atenção. A doutora Mariana reforça que alguns sinais não podem ser ignorados, como febre que não passa, tosse muito forte, cansaço ou aquela respiração rápida que parece fazer um esforço enorme. “Nesses casos, é fundamental procurar avaliação médica. Em crianças pequenas, as infecções respiratórias podem evoluir mais rapidamente”, orienta a pediatra. Se o bebê estiver chiando ou recusando comida, o melhor é não esperar e buscar ajuda logo.

Como proteger as crianças das doenças respiratórias

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Para passar por essa estação com mais tranquilidade, existem cuidados simples que fazem toda a diferença. Manter as vacinas em dia, como a da gripe, é o primeiro passo. Além disso, mesmo que comece a esfriar, é importante deixar as janelas abertas de vez em quando para o ar circular. Lavar as mãos sempre, manter a criança hidratada e evitar lugares muito abafados com pessoas doentes ajuda muito. Se o ar ficar muito seco, um umidificador ou até uma bacia com água no quarto podem aliviar a garganta e o nariz dos pequenos.

A atenção precisa ser ainda maior com os bebês menores de dois anos, já que eles ainda estão criando defesas e têm as vias respiratórias bem estreitinhas, o que facilita qualquer complicação. Como diz a doutora Mariana, “o acompanhamento pediátrico e os cuidados preventivos ajudam a reduzir complicações. Muitas infecções respiratórias podem ser evitadas ou tratadas precocemente quando os pais estão atentos aos primeiros sintomas”.

E um recado especial para as mães de recém-nascidos: não tenha vergonha de proteger seu filho. Se você não quer visitas ou prefere que ninguém pegue na mão ou beije o bebê, fale mesmo. No começo da vida, a proteção vem em primeiro lugar e ser zelosa faz parte do cuidado. Afinal, prevenir é sempre o melhor caminho para garantir que o outono passe sem sustos.

  • Publicado: 18/03/2026 10:00
  • Alterado: 18/03/2026 10:00
  • Autor: Larissa Rodrigues
  • Fonte: ABCdoABC

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