Djokovic comenta ação judicial da PTPA e defende representação dos jogadores no tênis

"Quero que outros jogadores se manifestem", declara o tenista, que defende união no tênis profissional.

Crédito: FotosPúblicas

No cenário do tênis profissional, Novak Djokovic, renomado jogador com 24 títulos de Grand Slam, abordou recentemente sua posição em relação à ação judicial proposta pela Associação de Jogadores de Tênis Profissional (PTPA), que ele co-fundou em 2020 ao lado do canadense Vasek Pospisil. Apesar de seu papel fundamental na criação da entidade, Djokovic optou por não integrar o grupo de 12 jogadores que atuam como autores da ação.

Em uma entrevista realizada durante o Miami Open, o tenista expressou sua perspectiva sobre a situação: “De maneira geral, eu senti que não precisava assinar a carta porque quero que outros jogadores se manifestem. Tenho estado muito ativo na política do tênis”, afirmou.

O atleta ainda mencionou a natureza do processo legal em questão, descrevendo-o como uma situação típica entre advogados: “Para ser bem honesto, existem aspectos da ação que eu concordo, assim como pontos com os quais não concordo. Encontrei algumas expressões que achei um tanto fortes, mas imagino que a equipe jurídica saiba o que está fazendo e qual terminologia deve utilizar para alcançar o efeito desejado”.

Djokovic enfatizou seu desejo de evitar divisões dentro do esporte, mesmo enquanto sua associação toma medidas legais. “Nunca fui fã nem apoiador da divisão em nosso esporte, mas sempre lutei por uma melhor representação e influência dos jogadores globalmente. Acredito que ainda não estamos onde deveríamos estar, assim como muitos jogadores também acreditam”, acrescentou, referindo-se não apenas à premiação, mas a diversos outros pontos levantados na documentação da ação.

Por sua vez, tanto a ATP quanto a WTA têm defendido suas atuações, ressaltando os ganhos financeiros e a segurança proporcionados aos atletas. Na quarta-feira, o terceiro colocado do ranking mundial, Carlos Alcaraz, declarou sua falta de apoio à ação legal, citando a falta de informação sobre sua inclusão como parte da mesma.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 20/03/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo