Em Diadema, voluntários transformam rotina hospitalar com humor
Voluntários levam alegria para pacientes na UPA Centro e Hospital Municipal, humanizando o atendimento e acelerando a recuperação na cidade.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 22/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Em Diadema, a frieza típica dos corredores hospitalares está sendo substituída por sorrisos e acolhimento graças a uma iniciativa transformadora. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro tornou-se palco para a atuação dos palhaços do Plantão da Bagunça, ligados ao Instituto Nenex. Essa parceria entre a Prefeitura e o terceiro setor busca converter o período de internação em uma experiência mais leve e humanizada.
A presença dos doutores Dagoberto e Lilino rompe a tensão natural do ambiente. Elisa Gabriele, de nove anos, ficou surpresa ao encontrar diversão enquanto estava em observação. Para sua mãe, Jeniffer Almeida da Silva, o impacto vai além do entretenimento momentâneo. Ela destaca que o riso alivia o peso emocional tanto para quem está doente quanto para as famílias de Diadema que acompanham seus entes queridos.
Humanização na saúde em Diadema atrai olhares curiosos
Para o intérprete do Dr. Dagoberto, a palhaçaria é uma ferramenta técnica e artística. O objetivo não é apenas fazer graça, mas utilizar a criatividade para fortalecer a recuperação dos pacientes. O grupo utiliza diversos elementos lúdicos para interagir com as 300 crianças atendidas diariamente na unidade de Diadema:
- Jalecos customizados e sapatos coloridos;
- Estetoscópios de brinquedo;
- Kits de mágica;
- Instrumentos musicais.
Ana Clara, de seis anos, recebia medicação intravenosa quando avistou a dupla. A reação foi imediata: pediu para a mãe chamá-los. Emely Aparecida dos Santos, mãe da menina, confirmou que a intervenção trouxe leveza instantânea ao local.
O poder terapêutico do riso no Hospital Municipal
A pouco mais de quatro quilômetros da UPA, o Hospital Municipal de Diadema (HMD) também integra essa rede de solidariedade. Lá, o Grupo Palhaçaria — Rede NGInstitute Aliança da Paz — realiza visitas mensais. Denise Pelegrin, gerente assistencial do HMD, reforça que o cuidado clínico deve andar de mãos dadas com o bem-estar emocional.
“O riso tem um poder terapêutico comprovado: reduz o estresse, melhora o humor e fortalece o estado geral tanto de quem está internado quanto de seus acompanhantes.”
Além do humor, a música também desempenha um papel crucial na recuperação. O saxofonista Abraão Carlos Gomes percorreu os corredores da unidade durante as festas de fim de ano. O som do saxofone, flauta e violino preencheu o ambiente com conforto, lembrando a todos que existe espaço para a sensibilidade na saúde pública.
Quem tiver interesse em atuar como voluntário nessa corrente do bem pode obter informações pelo e-mail nenex1@gmail.com. Essas ações provam que a união entre técnica e afeto é o melhor remédio para os pacientes de Diadema.