Diadema antecipa exames e faz mutirão contra a dengue
Mutirão visitou mais de 100 imóveis no sábado e prefeito anunciou novos testes rápidos para conter o avanço do mosquito transmissor na cidade.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 20/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O controle da dengue em Diadema ganhou reforço imediato com a mobilização de equipes de saúde nos territórios das UBS ABC, Canhema e Nações. A Secretaria Municipal da Saúde realizou, no último sábado (17/01), o primeiro mutirão do ano, vistoriando 113 residências e comércios. O objetivo central é quebrar o ciclo de reprodução do mosquito Aedes aegypti antes do pico sazonal da doença.
Cerca de 60 profissionais, incluindo Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e de Combate às Endemias (ACE), atuaram na linha de frente. A operação foca na orientação direta aos moradores, enfatizando que a eliminação de focos de água parada continua sendo a estratégia mais eficaz para evitar surtos epidêmicos.
Na concentração do evento, na UBS Canhema, o prefeito Taka Yamauchi anunciou medidas administrativas robustas. A gestão municipal antecipou a compra de insumos essenciais para diagnosticar casos de dengue em Diadema com maior agilidade.
“Neste ano, vamos avançar ainda mais no combate à dengue. Já adquirimos exames para detecção da doença e estamos criando um novo procedimento rápido nos prontos atendimentos para combater a enfermidade com mais eficácia”, afirmou Taka.
Cenário da dengue em Diadema e novos dados
Os esforços contínuos já demonstram resultados nos indicadores epidemiológicos. Dados do Núcleo de Informações Estratégicas (NIES) de São Paulo apontam uma queda brusca nas infecções. Enquanto 2024 registrou 11.326 casos e 11 óbitos, o ano de 2025 fechou com 5.718 confirmações e cinco mortes — uma redução de quase 50%.
Para 2026, o monitoramento indica 10 casos confirmados até o momento. O secretário da Saúde, Antonio Carlos do Nascimento, reforça que manter esses números baixos depende da eliminação de criadouros, visto que os ovos do mosquito resistem por mais de um ano sem água.
A gestão entende que o combate à dengue em Diadema exige constância. O prefeito ressaltou a importância da participação popular:
“O trabalho dos profissionais da saúde nos mutirões é fundamental para conseguir reduzir ainda mais os índices da doença. Contamos com a participação de cada morador para evitar água parada”.
Vigilância ativa e cuidados domésticos
A coordenação da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) solicita que a população permita a entrada dos agentes. Identificados com crachás e coletes, eles atuam sempre em duplas ou trios para garantir a segurança dos moradores durante as vistorias.
Juliana Oliveira Antunes, coordenadora da UVZ, sugere que cada munícipe dedique apenas 15 minutos semanais para inspecionar seu quintal. Pequenos descuidos, como uma casca de ovo no chão, podem se tornar focos de proliferação e agravar a situação da dengue em Diadema.
Confira as principais ações preventivas recomendadas pela Secretaria:
- Caixas d’água: Mantenha-as sempre vedadas.
- Plantas: Elimine os pratinhos ou cubra com areia.
- Objetos externos: Guarde pneus e garrafas em locais cobertos.
- Calhas e Lajes: Limpe regularmente para evitar entupimentos.
- Pets: Lave os bebedouros de animais com bucha semanalmente.
Vacinação e imunização
Além das medidas de higiene e controle ambiental, a proteção imunológica é um pilar vital. A vacina contra a dengue está disponível em todas as 20 Unidades Básicas de Saúde da cidade. O público-alvo são crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos.
O atendimento ocorre por livre demanda, de segunda a sexta-feira. É necessário apresentar documento de identificação, caderneta de vacinação e cartão SUS, sempre acompanhado de um responsável.
A eficácia da imunização depende da administração da segunda dose, aplicada com um intervalo de três meses. Manter o esquema vacinal completo é indispensável para proteger os jovens e auxiliar na erradicação dos casos graves de dengue em Diadema.