Desgaste emocional em dezembro: Sinais e dicas para o alívio
Entenda o desgaste emocional extremo típico de dezembro
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 09/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O mês de dezembro chega trazendo luzes, festas e agendas lotadas, mas, para muitos, também traz a “dezembrite“, o desgaste emocional. Este termo popular descreve o intenso cansaço físico e mental que atinge muitas pessoas nas últimas semanas do ano. Entre a correria para cumprir metas, balanços pessoais e a pressão social das festividades, corpo e mente sinalizam um estado de alerta.
Não é frescura: O acúmulo do desgaste emocional
A psicóloga Anastacia Cristina Macuco Brum Barbosa (pós-graduada em Psicanálise Clínica e especialista em saúde emocional da mulher) explica que a dezembrite (Desgaste emocional) é um fenômeno real, que resulta do acúmulo de desgaste emocional que chega ao seu limite justamente no final do ano, quando todas as demandas parecem urgentes e definitivas.
Ela descreve os sintomas comuns de desgaste emocional observados em consultório:
- Irritabilidade e queda de energia.
- Choro fácil e sensação de incapacidade.
- Esquecimento e dificuldade de concentração.
- Oscilação de humor.
“Para muitas pessoas, essa sobrecarga desperta emoções antigas e memórias dolorosas. É o corpo pedindo pausa e a mente sinalizando que algo precisa ser olhado com mais cuidado,” afirma a especialista.
O peso simbólico do encerramento
O médico Iago Fernandes, especialista em saúde mental, reforça que dezembro carrega um forte componente simbólico. Por ser o mês de encerramento, as pessoas são levadas a confrontar metas não realizadas e a revisar o ano.
“É comum que o indivíduo se compare com os outros, revise fracassos e subestime conquistas. Isso aumenta ansiedade, autocrítica e pressão interna. E tudo isso acontece enquanto o cotidiano exige ainda mais demandas sociais e emocionais,” destaca Fernandes.
Sete estratégias essenciais para combater a dezembrite

Para quem está sentindo o desgaste emocional, especialistas listam sete estratégias práticas para recuperar o equilíbrio e atravessar o fim do ano com mais bem-estar:
- Reduza a Cobrança por Desempenho: Olhar para as metas não atingidas acentua o fracasso. Anastacia Brum orienta a encarar o ano com gentileza e reconhecer que a vida é dinâmica. Reconhecer limites não é sinal de fraqueza.
- Organize com Realismo: A sensação de sobrecarga diminui quando a rotina tem previsibilidade. Iago Fernandes sugere estabelecer prioridades reais para que o cérebro funcione melhor, diminuindo a ansiedade.
- Respeite os Sinais do Corpo: Cansaço, irritabilidade e lapsos de memória são alertas. A psicóloga aconselha pausas, descanso de qualidade e redução de estímulos para evitar crises maiores.
- Estabeleça Limites Firmes: O excesso de convites e confraternizações pode gerar exaustão social. Iago lembra que dizer não é um ato de autocuidado e essencial para preservar a energia emocional.
- Desconecte-se de Comparações: As redes sociais tendem a mostrar apenas recortes idealizados de felicidade e sucesso. Para Anastacia, comparar-se com esses padrões é um poderoso gatilho de frustração. Reduzir o tempo de tela é benéfico.
- Crie Micro Rituais de Descanso: Pequenas pausas ajudam a regular o sistema nervoso. Técnicas simples, como respiração profunda, caminhadas curtas, alongamento e meditação guiada, podem aliviar a tensão acumulada.
- Busque Apoio Emocional: Se o esgotamento for intenso e frequente, a ajuda profissional é crucial. Iago Fernandes afirma que terapia e acompanhamento médico facilitam o processamento emocional e previnem que o ciclo de exaustão se repita.
A dezembrite se tornou comum em uma sociedade de ritmo acelerado e alta autocobrança. Cuidar da saúde mental e buscar apoio, como ressalta Anastacia, são os caminhos concretos para encarar o fim do ano com mais leveza e consciência, garantindo que o próximo ciclo comece com energia renovada.