Desemprego fica em 5,6% e atinge menor nível no trimestre até maio
O índice alcança o menor patamar para o período desde 2012. O país registra aumento na ocupação e forte absorção de mão de obra.
- Publicado: 26/06/2026 10:35
- Alterado: 26/06/2026 10:35
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os novos números do mercado de trabalho nacional. A taxa de desemprego ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, marcando o menor índice para este período desde o início da série histórica em 2012.
O país soma atualmente 6,1 milhões de pessoas desocupadas. O volume numérico revela estabilidade frente ao trimestre finalizado em fevereiro, período em que havia 6,2 milhões de brasileiros ativamente buscando vagas.
A comparação anual mostra um avanço consistente na absorção de profissionais. Frente ao mesmo período do ano anterior, a taxa de desemprego registrou uma retração de 9,3%, retirando 624 mil indivíduos da fila de procura por oportunidades.
Dinâmica da taxa de desemprego reflete aquecimento
O órgão estatístico avalia que os dados indicam um cenário macroeconômico estruturalmente robusto. A economia demonstra capacidade contínua de integrar os contingentes disponíveis ao setor produtivo de maneira orgânica e constante.
“A estabilidade na variação é sazonal, pois é o período em que os setores começam a olhar para o segundo semestre, mas atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, explica William Kratochwill, analista da pesquisa.
Raio-X da ocupação nacional
A população empregada atingiu o total de 102,7 milhões de brasileiros. O contingente obteve uma leve alta de 0,5% ante o trimestre anterior, o que significa a entrada de 840 mil novas pessoas nas estatísticas oficiais de labor.
Os indicadores complementares detalham a composição atual e a qualidade do vínculo dessa força ativa no país:
- Empregados com carteira assinada: 39,3 milhões
- Trabalhadores informais: 38,3 milhões
- Conta própria: 26,0 milhões
- População desalentada: 2,4 milhões
O nível da ocupação nacional fixou-se em 58,6%, medindo a parcela da sociedade em idade de atuar que efetivamente exerce alguma função. A manutenção desse vigor dependerá da forma como a taxa de desemprego vai reagir às movimentações dos empregadores nos próximos meses do ano.