Dengue, chikungunya e zika são temas da volta às aulas em São Caetano
A volta às aulas em São Caetano do Sul está sendo marcada pela prevenção e conscientização contra a dengue, chikungunya e zika, uma parceria entre as Secretarias de Educação e de Saúde
- Publicado: 06/11/2025
- Alterado: 19/02/2016
- Autor: Redação
- Fonte: Live Nation
Em todas as 61 escolas municipais, os educadores, que passaram por treinamento, estão levando informações essenciais e tirando dúvidas sobre o mosquito Aedes, transmissor das doenças, em bate-papo com os 22 mil estudantes da Educação Infantil e ensinos Fundamental e Médio.
Além de agentes multiplicadores, os alunos também já estão desenvolvendo ações e trabalhos escolares. Na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Luiz Olinto Tortorello, no Bairro Cerâmica, dentro do Programa Sanca Contra a Dengue, uma palestra com especialistas da Vigilância em Saúde abriu as atividades.
O diretor da EMEF, Vilson Debiazi, deu boas-vindas aos estudantes no ano letivo de 2016 e falou da importância da iniciativa. “O assunto é sério. Já estamos desenvolvendo um projeto para que os próprios alunos, em grupos, fiscalizem a escola uma vez por semana, eliminando focos de água parada. É muito importante acabar com os criadouros. São os nossos patrulheiros, que levam tudo o que aprendem para dentro de casa”, disse.
Mas, o que pensam crianças e jovens sobre o assunto? O diretor do Centro Integrado de Vigilância à Saúde (Civisa) de São Caetano, Caio Williams Castro Júnior, iniciou a conversa com alunos entre 8 e 11 anos. Para isso, levou a patrulha, a casa maquete (certo/errado) e o mosquitão fantasiado para explicar tudo de forma mais lúdica e objetiva possível. “É muito interessante envolver todos neste processo. Eles entenderam as orientações. Tivemos muitos questionamentos sobre zika e microcefalia, história do Aedes, repelentes e dicas de prevenção uma vez por semana em casa e no ambiente escolar.”
Victor Noreika, de 10 anos, perguntou: “Como a dengue nasce na água?” Dr. Caio respondeu: “O ciclo de transmissão ocorre quando a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. No seco, resistem cerca de um ano e meio. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Por isso, precisamos eliminá-las, jogando na terra. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas.”
Guilherme Nogueira, de 10 anos, quis saber como começou a dengue no Brasil. “No Nordeste, até chegar em São Paulo. De qualquer maneira, o trabalho de prevenção deve ser feito em todo o Brasil. 80% dos criadouros estão dentro das casas”, informou Caio Williams. Já Gabriela Padilha, de 9 anos, indagou: “O mosquito voa baixo?” “Sim. Um metro e meio. O suficiente para picar”, finalizou.