Defesa Civil de Mauá instala sirenes em áreas de risco
Nova tecnologia da Defesa Civil de Mauá alerta moradores sobre risco de deslizamento e enchentes; treinamento de equipes e moradores acontece nos dias 6 e 7 de fevereiro
- Publicado: 03/02/2026
- Alterado: 05/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Michel Teló
A Defesa Civil de Mauá, em parceria com a Defesa Civil do Estado de São Paulo, instalou duas sirenes de alerta de emergência em áreas de risco geológico do Chafick-Macuco, no Jardim Zaíra. Os equipamentos foram colocados na Escola Municipal Arthur Araújo Lula da Silva e na Unidade Básica de Saúde do Macuco.
O treinamento das equipes ocorrerá na próxima sexta-feira (06/02), às 15h, na Secretaria de Proteção e Defesa Civil, na avenida Castelo Branco, 1930. No sábado (07/02), os moradores receberão instruções sobre o funcionamento das sirenes no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS MACUCO), na rua Remo Luiz Corradine, nº 115, a partir das 9h.
Segundo o secretário de Proteção e Defesa Civil, Sergio Moraes, o acionamento das sirenes está vinculado a uma antena e placa instaladas na sede da Secretaria, que monitoram o volume de chuvas pelo sistema da Defesa Civil do Estado e do Cemaden, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Ao identificar alertas de chuva, técnicos da Defesa Civil de Mauá acionam imediatamente os sinais sonoros.
O equipamento atende principalmente a região da rua Lourival Portal, que apresenta maior risco de deslizamento devido à topografia em vale, permitindo que o som das sirenes alcance mais moradores. Cerca de 5 mil pessoas serão beneficiadas pelos avisos preventivos.
Funcionamento e segurança das sirenes da Defesa Civil de Mauá

Cada sirene possui dois conjuntos de cornetas com 120 decibéis, equivalente a um alarme de automóvel, e emite três tipos de alertas: risco moderado, alto ou muito alto, definidos pelo volume de chuva — até 50mm é observação, entre 50mm e 80mm alerta, e acima de 80mm emergência, momento em que os moradores devem se dirigir a abrigos ou casas de familiares.
O acionamento das sirenes pode ser feito de três formas: remoto via celular, remoto via equipamento ou presencial. Os três tipos de toques variam conforme o nível de risco e intervalo de tempo, garantindo respostas rápidas e eficazes.
Segundo Lucas José Gueths, supervisor técnico da empresa responsável pela instalação, as sirenes funcionam com placas solares e baterias de lítio, com autonomia de até sete dias sem sol. O mesmo modelo já foi instalado em barragens e usado com sucesso em cidades como Porto Alegre, Florianópolis e Blumenau, preservando inúmeras vidas durante enchentes após as chuvas intensas de 2024.