Defesa Civil alerta sobre riscos da soltura de balões em SP
Órgão estadual monitora 12 ocorrências envolvendo balões desde junho e reforça que a prática é crime ambiental, especialmente durante a estiagem
- Publicado: 11/08/2026 17:51
- Alterado: 11/08/2026 17:51
- Autor: Daniela Penatti
A Defesa Civil do Estado de São Paulo reforçou o alerta para os riscos da soltura de balões, especialmente durante o período de estiagem, quando a baixa umidade do ar e a vegetação seca aumentam significativamente a possibilidade de incêndios. Desde o início da Operação SP Sem Fogo 2026, em 1º de junho, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) monitora ocorrências relacionadas à presença, queda ou focos de incêndio envolvendo esses artefatos. Até o momento, foram registradas 12 ocorrências em diferentes regiões do estado.
O acompanhamento realizado pelo CGE ocorre de forma contínua e conta com o apoio de tecnologias e sistemas de monitoramento que permitem acompanhar, em tempo real, as condições meteorológicas e os eventos registrados em diversos municípios paulistas. A integração de dados e imagens auxilia na identificação de situações de risco, no monitoramento da evolução das ocorrências e na tomada de decisões pelos órgãos responsáveis pela resposta.
Balões representam maior risco durante a estiagem

A soltura de balões torna-se ainda mais perigosa durante a estiagem. A combinação de baixa umidade relativa do ar, temperaturas elevadas e vegetação seca favorece a rápida propagação das chamas. Nessas condições, a queda de um artefato com material em combustão pode provocar incêndios em áreas verdes e atingir residências, estabelecimentos comerciais, veículos, redes de energia e outras estruturas urbanas.
Entre os casos monitorados, em São José dos Campos, um artefato caiu sobre o telhado de uma residência, exigindo a interrupção temporária do fornecimento de energia elétrica para que a remoção fosse realizada com segurança. Na capital paulista, no bairro da Vila Matilde, a tocha de outro artefato atingiu o telhado de uma casa e provocou um princípio de incêndio, controlado pelo Corpo de Bombeiros.
Ocorrências reforçam necessidade de prevenção

Os registros demonstram que balões podem causar consequências que vão além dos incêndios em áreas de vegetação. Os artefatos também têm potencial para atingir áreas urbanas, provocar danos a imóveis, interromper serviços essenciais e colocar a população em risco.
A Defesa Civil destaca que fabricar, vender, transportar ou soltar balões capazes de provocar incêndios configura crime ambiental. A orientação é para que a população não pratique nem incentive essa atividade e comunique imediatamente às autoridades qualquer situação envolvendo a soltura ou a queda desses artefatos.
Como agir em situações de risco
Em caso de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193. A colaboração da população é considerada fundamental para reduzir os riscos e evitar novos incêndios relacionados aos balões durante o período de estiagem.