CVC reporta lucro no quarto trimestre de 2024 e antecipações para o mercado argentino
O desempenho é visto como um sinal promissor de recuperação econômica, especialmente em relação ao mercado argentino.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 27/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A CVC, uma das principais operadoras de turismo do Brasil, apresentou resultados financeiros positivos no quarto trimestre de 2024, registrando um lucro líquido ajustado de R$ 8,5 milhões, revertendo assim um prejuízo de R$ 15,4 milhões verificado no mesmo período do ano anterior. O desempenho é visto como um sinal promissor de recuperação econômica, especialmente em relação ao mercado argentino.
De acordo com as informações divulgadas, o resultado sem ajustes refletiu um prejuízo líquido de R$ 61,2 milhões, uma redução de 17,8% em comparação ao trimestre anterior. O EBITDA ajustado da companhia alcançou R$ 108,1 milhões, apresentando um crescimento de 25,1% em relação aos últimos três meses de 2023 e uma margem ajustada que subiu para 29,5%, em contraste com os 24,5% registrados no mesmo período do ano passado.
Esse desempenho é atribuído a um aumento significativo nas confirmações de reservas na operação brasileira da empresa, que cresceu 17,7%. As reservas para viagens corporativas e de lazer também mostraram altas expressivas de 16,9% e 18,5%, respectivamente. Entretanto, a operação na Argentina enfrentou desafios, com uma queda de 17,8% nas reservas confirmadas.
A receita líquida da CVC neste trimestre foi de R$ 366,4 milhões, apresentando uma elevação de 4%. A empresa registrou a abertura de 98 novas lojas enquanto fechou oito. Na Argentina, foram abertas dez franquias da Almundo e duas foram encerradas. Ao todo, a CVC inaugurou 260 unidades no Brasil e 39 na Argentina durante o ano.
Fabio Godinho, CEO da CVC, comentou sobre as perspectivas econômicas da Argentina durante uma entrevista à Reuters. Ele destacou que a atual expansão da empresa no país vizinho é um reflexo da expectativa de melhora econômica que deve se concretizar em breve. “Aumentamos em 35% o número de lojas na Argentina durante um período de crise porque prevíamos que a demanda começaria a crescer em 2025”, afirmou Godinho.
O executivo também indicou que a operação argentina deverá ser a que mais cresce entre as divisões do grupo neste ano. Quanto à expansão das lojas nos próximos anos, Godinho mencionou que a empresa pretende manter um ritmo robusto de aberturas em 2025, embora não na mesma intensidade observada em 2024.
No último trimestre do ano passado, a dívida líquida da CVC era de R$ 241 milhões, o que representa uma queda significativa de 41,8% em relação ao mesmo período em 2023. A alavancagem financeira também melhorou consideravelmente, passando de 2,1 vezes para apenas 0,6 vez.
Em um esforço para otimizar sua estrutura financeira e gestão do caixa, a empresa havia alcançado um acordo com debenturistas para o reperfilamento das dívidas. A duração deste acordo foi ampliada de 1,5 para aproximadamente três anos.
Apesar do aumento no consumo de caixa no último trimestre para R$ 50,7 milhões – comparado a R$ 47,8 milhões no ano anterior – Felipe Gomes, vice-presidente da CVC responsável pelas áreas de Gente, Finanças e Jurídico afirmou que o impacto foi isolado e sem precedentes. Se excluísse esse efeito relacionado à IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo), a geração de caixa teria sido ainda mais positiva: R$ 89,3 milhões.
Godinho acredita que o ano de 2024 representa um ponto de virada para a companhia. Com o balanço financeiro estabilizado e uma nova estratégia focada em pessoas e transformação digital já traçada até 2027, ele reiterou seu compromisso em aumentar a competitividade dos preços sem comprometer as margens: “Estamos conseguindo capturar clientes que antes estavam com concorrentes digitais enfrentando problemas”, concluiu.
As vendas da CVC no setor multimarcas estão crescendo substancialmente – cerca de 70% – enquanto o mercado geral não apresenta crescimento equivalente. Isso demonstra uma significativa conquista da companhia em termos de participação no mercado.