Crescimento econômico do Brasil: IBC-Br sobe 0,4% em fevereiro
Inflação desacelera e Selic pode ser ajustada em maio, revelando um cenário otimista
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 11/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro Sérgio Cardoso
Em fevereiro, a atividade econômica do Brasil apresentou um crescimento contínuo pelo segundo mês consecutivo, conforme divulgado pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira, dia 11. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou uma elevação de 0,4% em relação ao mês anterior, considerando dados ajustados para eliminar efeitos sazonais.
No último mês, o IBC-Br alcançou 108,8 pontos. Quando analisado em comparação com fevereiro do ano passado, o indicador mostrou um crescimento de 4,1%, sem ajustes sazonais. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 3,8%, evidenciando um panorama positivo para a economia nacional.
O IBC-Br serve como um parâmetro para avaliar o desempenho econômico do país e orienta as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC sobre a taxa Selic, atualmente fixada em 14,25% ao ano. Esse índice considera informações sobre diversas áreas da economia, incluindo indústria, comércio, serviços e agropecuária, além do volume de impostos arrecadados.
A taxa Selic é uma ferramenta crucial utilizada pelo Banco Central para atingir a meta de inflação. O aumento da taxa básica visa conter uma demanda aquecida e seus efeitos nos preços. Juros mais elevados tendem a encarecer o crédito e incentivar a poupança, o que pode ajudar na redução da inflação, mas também pode limitar o crescimento econômico.
Por outro lado, quando o Copom decide reduzir a Selic, isso geralmente torna o crédito mais acessível, estimulando a produção e o consumo, embora isso possa diminuir o controle sobre a inflação.
Desempenho da Inflação
Os dados referentes à inflação também mostram uma desaceleração em março deste ano, com a taxa caindo para 0,56%, comparada aos 1,31% registrados em fevereiro. O aumento dos preços dos alimentos foi um dos principais fatores que influenciaram essa variação. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação acumulada nos últimos 12 meses atingiu 5,48%, superando o teto da meta estipulada em 3%, que possui uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
A pressão inflacionária proveniente dos preços de alimentos e energia, juntamente com incertezas na economia global, levaram o BC a aumentar os juros em um ponto percentual na reunião do Copom realizada em março — essa foi a quinta elevação consecutiva durante um ciclo de contração da política monetária.
Em comunicado oficial, o Copom ressaltou que a economia brasileira se encontra aquecida, apesar de sinais de desaceleração no crescimento. A inflação geral e os núcleos — que excluem itens voláteis como alimentos e energia — continuam em ascensão. O comitê advertiu sobre o risco de persistência da inflação no setor de serviços e garantiu que seguirá monitorando as políticas econômicas do governo.
Com relação às reuniões futuras, o Copom indicou que pretende aumentar a Selic “em menor magnitude” na próxima reunião agendada para maio e não forneceu informações adicionais sobre possíveis direções futuras.
Análise do PIB
Embora o IBC-Br seja divulgado mensalmente e adote uma metodologia distinta daquela utilizada para calcular o Produto Interno Bruto (PIB), ele ainda contribui significativamente para a formulação das estratégias de política monetária do país. Contudo, segundo o Banco Central, não deve ser considerado uma antecipação precisa do PIB.
O PIB representa a soma total dos bens e serviços finais produzidos em uma nação. Em 2024, o Brasil registrou um crescimento econômico de 3,4%, marcando assim o quarto ano consecutivo de expansão econômica e representando a maior alta desde 2021, quando o PIB cresceu 4,8%.