Cresce o número de cidades em emergência no Amazonas devido às cheias
Estado já soma 20 municípios em situação crítica; mais de 200 mil pessoas são afetadas
- Publicado: 19/01/2026
- Alterado: 18/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: TUCA
O número de cidades amazonenses em situação de emergência por causa das cheias subiu para 20, segundo boletim atualizado pela Defesa Civil estadual neste sábado (17).
A mais recente atualização acrescenta os municípios de Jutaí e São Paulo de Olivença à lista, elevando o total de localidades gravemente atingidas. Outros 37 municípios permanecem em estado de alerta e três estão em atenção.
As enchentes, causadas pela elevação dos principais rios da região, como o Solimões, Jutaí, Juruá, Purus e Amazonas, já afetam diretamente cerca de 209 mil pessoas. Aproximadamente 49 mil famílias enfrentam dificuldades, principalmente de mobilidade e acesso a serviços essenciais.
Cidades isoladas e socorro emergencial
Entre os municípios mais impactados está Apuí, distante mais de mil quilômetros de Manaus, que sofre com alagamentos desde abril. O nível do rio Madeira, que banha a cidade, chegou a 16,73 metros, o maior desde 2014.
Apuí chegou a ficar isolada devido à inundação da BR-230 (Transamazônica), e tem recebido ajuda humanitária com apoio do governo estadual.
Até o momento, foram distribuídas cerca de 250 toneladas de alimentos e 600 caixas d’água de 500 litros para as famílias atingidas. O governo do estado, sob a liderança de Wilson Lima (União Brasil), coordena as ações emergenciais junto à Defesa Civil.
Manaus em estado de alerta
A capital, Manaus, também está sob observação. Embora ainda não tenha registrado inundações severas, o nível do rio Negro alcançou 28,21 metros, superando a cota de inundação que é de 27,50 metros. A expectativa é de que o nível continue subindo nas próximas semanas, o que pode agravar a situação.
O cenário atual chama atenção principalmente por contrastar com as condições observadas no ano passado, quando diversos rios amazônicos, como o Madeira, o Amazonas e o Negro, enfrentaram secas severas e níveis historicamente baixos.
Hoje, o quadro se inverte com a intensificação das chuvas e a consequente elevação dos rios.