Brasileira ligada à Opus Dei participa de missa inaugural do papa Leão XIV; entenda o que é a Opus Dei

Representatividade brasileira no Vaticano

Crédito: Reprodução

Na cerimônia que marcou o início do pontificado de Leão XIV, uma brasileira teve papel de destaque. Fernanda Lopes, residente em Roma e integrante da Opus Dei, leu um dos trechos da oração universal durante a missa solene realizada no Vaticano.

O trecho, lido em português, pediu fidelidade de pastores e fiéis ao Evangelho. A celebração incluiu orações também em italiano, árabe, polonês e chinês.

Papel de liderança dentro da Opus Dei

Fernanda Lopes atua como diretora central da Opus Dei desde setembro de 2020, conforme registrado em seu perfil no LinkedIn. Antes disso, ocupou o cargo de diretora regional por uma década.

Em uma entrevista publicada no site oficial da organização em 2022, ela relatou ter se mudado para Roma durante a pandemia e afirmou que “a Obra, como é chamada a Opus Dei por seus membros, faz parte da Igreja, a Igreja é família e Mãe”.

Além de seu envolvimento direto nas ações do grupo, Fernanda lidera o comitê responsável pelas comemorações do centenário da instituição, que será celebrado nos próximos anos.

Relações próximas com o papado

A Opus Dei mantém uma relação histórica próxima com o Vaticano. Recentemente, o atual prelado da organização, o francês Fernando Ocáriz, foi recebido em audiência por Leão XIV.

A organização teve relações especialmente estreitas com os papas João Paulo II e Bento XVI, sendo reconhecida por sua defesa da doutrina tradicional da Igreja Católica.

O que é a Opus Dei?

Fundada em 1928 pelo sacerdote espanhol São Josemaria Escrivá, a Opus Dei, expressão em latim que significa “obra de Deus”, é uma prelazia pessoal da Igreja Católica.

Sua missão, segundo a própria organização, é “ajudar pessoas a encontrar Deus em sua vida diária e promover a santidade no cotidiano”, com ênfase na evangelização e vida espiritual.

Com presença em mais de 60 países, a Opus Dei é conhecida por seu perfil conservador e já enfrentou críticas por sua estrutura interna e alegada rigidez. A associação é aberta a leigos e religiosos e, embora defenda discrição, sua atuação gerou controvérsias que renderam repercussão cultural e literária.

Na ficção, a Opus Dei foi retratada com traços misteriosos e controversos, como no livro O Código Da Vinci, de Dan Brown. Na obra, a organização aparece como uma força secreta dentro da Igreja, o que gerou críticas por parte dos seus integrantes e da própria Igreja Católica, que apontaram exageros e deturpações sobre a realidade da instituição.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 18/05/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo