Coreografia infantil marca abertura do Seminário Brasil-África
Evento organizado pela Secretaria de Educação de São Bernardo acontece no Centro de Formação dos Profissionais da Educação
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 05/11/2014
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Coreografias com ritmos afro de alunos das Emebs (Escola Municipal de Educação Básica) Waldemar Canciani, de São Bernardo do Campo, e Oswaldo Justu (Praia Grande) marcaram nesta quarta-feira (5) a abertura do V Seminário Brasil-África: Encontro e Encantos, no Centro de Formação dos Profissionais da Educação (Cenforpe). Após as apresentações, foram discutidos os seguintes temas: “A importância do estudo das relações étnico-raciais para a garantia dos direitos humanos” e “Cultura Africana e Literatura – Mediações Possíveis”.
O evento é organizado pela Secretaria de Educação de São Bernardo e tem como objetivo promover abordagens sobre as políticas étnico-raciais e educação indígena. É parte do Programa de Educação Inclusiva: direito à diversidade, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (SECADI/ MEC), do qual São Bernardo é cidade sede desde 2009.
O seminário reúne gestores e educadores de 26 cidades paulistas e complementa as atividades do Programa de Educação Inclusiva: direito à diversidade, que neste ano realizou, de 24 a 26 de setembro, o V Seminário de Educação Inclusiva de São Bernardo do Campo, no qual foram promovidas discussões da Educação para direitos humanos, educação especial na perspectiva da educação inclusiva e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
A chefe da seção de programas educacionais da Secretaria de Educação do município Grace Pereira usou os episódios recentes dos mais variados tipos de intolerância para reafirmar a importância de se discutir com mais frequência, dentro e fora das escolas, entre outras questões, a étnico-racial. “A Educação é uma mola propulsora para se discutir a diversidade nas escolas, o que abrange não apenas a questão de raça, mas também a de gênero e homofobia. Esse é o papel da Educação: fazer com que a população reflita sobre esses temas, entenda que somos iguais em relação a nossos direitos, mas diferentes em nossas opões.”
A abordagem de temas étnico-raciais e indígenas no currículo escolar se tornou obrigatória com o advento de duas leis federais, a 10.639/03 e a 11.645/08. A primeira introduziu o estudo da história e cultura africana e a segunda, que complementa a primeira, deu o mesmo tratamento ao estudo das questões indígenas.
O evento prossegue nesta quinta-feira (6). No período da manhã, os participantes estarão envolvidos em grupos de trabalho com a temática étnico-racial no contexto escolar e, na parte da tarde, haverá a palestra “Diálogos da Lei 11.645/08 com a Prática (Educação e Cultura Indígena)”. Entre as 26 cidades participantes estão, além de São Bernardo e Praia Grande, Cotia, Cubatão, Osasco e Embu das Artes.