COP30 inaugura Pavilhões Brasil para ação climática
Espaços em Belém sediarão 286 painéis para debater a agenda climática do Brasil na conferência.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 11/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Os Pavilhões Brasil, localizados nas Zonas Azul e Verde da COP30, foram oficialmente inaugurados nesta segunda-feira (10/11) em Belém (PA). Estes espaços são o ponto central do país na conferência, coordenados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Até 21 de novembro, os locais sediarão um total de 286 painéis – 144 na Zona Azul (área de negociações) e 142 na Zona Verde (aberta ao público). O objetivo é apresentar e discutir as ações do Brasil contra a mudança do clima, reunindo governo, setor privado, academia e sociedade civil.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou a função vital dos espaços nesta COP30:
“Esse espaço vai ser o nosso parlamento. Vamos ter debates das mais variadas questões e temas dos mais diversos setores da sociedade. Eles são uma espécie de fonte que retroalimenta o processo da negociação.” – Marina Silva, ministra do Meio Ambiente
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Um “Parlamento” para a Implementação
Concebidos como pontos de convergência, os pavilhões discutirão os 30 objetivos da Agenda de Ação Climática, a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) e o Plano Clima.
Na abertura da Zona Azul, Marina Silva defendeu que, após 33 anos de convenções, o foco deve ser a execução. “Já decidimos […] muita coisa, mas, infelizmente, não temos a implementação suficiente. Agora é a COP da implementação, tem que ser a COP da verdade”, afirmou.
A ministra reforçou o apelido do espaço de “Parlacop”, um parlamento que fortalecerá a agenda de negociação em temas centrais da COP30, como “financiamento, adaptação, mitigação e o enfrentamento da emergência climática”.
Protagonismo Indígena e Visão Amazônica
A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, celebrou o protagonismo de mulheres, jovens e povos indígenas. Ela lembrou um marco histórico: pela primeira vez, uma COP tem a participação de mais de 400 indígenas.
“Construímos a nossa própria aldeia, que estamos chamando de coração da COP, porque ali estão os maiores guardiões, as maiores guardiãs da vida. É o que está garantido que tenhamos ainda a maior área de floresta em pé, de biodiversidade viva e de cultura diversa”, afirmou Guajajara.
O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, ressaltou a importância estratégica de sediar o evento na Amazônia. “É uma oportunidade única para o mundo entender a complexidade e o papel do Brasil nas soluções climáticas”, disse, defendendo a integração das agendas de clima, biodiversidade e desenvolvimento.
O Brasil Além da Amazônia e o Plano Clima na COP30
Expandindo o debate para além da região anfitriã, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, cobrou inclusão. “Não se trata apenas da Amazônia, mas também da Caatinga e do Sertão. O Nordeste precisa estar incluído nessa discussão sobre adaptação e justiça climática”, declarou.
Na Zona Verde, o destaque da inauguração foi o Plano Clima brasileiro. Este guia, que norteará as ações do país até 2035, está em fase final de validação após dois anos de elaboração participativa. Ele será o caminho para implementar as metas da nova NDC, a meta nacional de redução de emissões que será debatida na COP30.
O Pavilhão Brasil nesta zona é o maior auditório do espaço, buscando aproximar a sociedade local das negociações climáticas globais.