Consumidor pagará mais caro por produtos comprados nos sites internacionais

Artigo escrito por Jarbas Thaunahy, professor de Finanças da Strong Business School

Consumidor pagará mais caro por produtos comprados nos sites internacionais

Crédito: Marcello Casal Jr - Agência Brasil

Nesta semana, o Senado Federal aprovou a taxação de compras internacionais de até US$50, seguindo a aprovação inicial na Câmara dos Deputados. O projeto agora aguarda a sanção presidencial, que poderá ratificá-lo ou rejeitá-lo. A votação no Senado foi simbólica, refletindo a controvérsia em torno do tema entre os legisladores.

Após a sanção presidencial, produtos comprados no exterior até US$ 50 serão submetidos a um novo imposto de importação de 20%, além do ICMS de 17%, que já é aplicado conforme as normas aduaneiras. Esses 20% serão repassados ao consumidor final, podendo haver cobranças adicionais como frete ou seguro, o que resultará em um acréscimo significativo no custo final. Isto é, se uma pessoa compra um produto de US$ 50, terá um acréscimo de 20% que eleva o preço a US$ 60 . Além disso, será cobrado também 17% de ICMS esse valor se tornará US$ 72,30 ou R$ 390,00 segundo a cotação de hoje do dólar turismo. No cenário anterior, sem a taxação o consumidor final pagaria R$325,00.

Essa mudança representa um impacto direto para os consumidores brasileiros que frequentemente adquirem produtos em sites do exterior, ampliando o custo total das compras internacionais e repercutindo nos hábitos de consumo e na economia doméstica como um todo. Afetará principalmente os consumidores que compram produtos populares. Se por um lado, essa medida pode aquecer o comércio e a indústria textil nacional, além de aumentar a arrecadação de impostos, por outro haverá uma majoração que ficará para o consumidor final. Como sempre, perdem os consumidores!

  • Publicado: 07/06/2024 07:43
  • Alterado: 07/06/2024 07:43
  • Autor: Redação
  • Fonte: Strong Business School