Conselheiro de Trump promete lutar até que Bolsonaro seja libertado

Jason Miller reforça apoio ao ex-presidente brasileiro e critica atuação do ministro Alexandre de Moraes, enquanto família Bolsonaro busca articulação internacional contra decisões do STF

Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

O empresário norte-americano Jason Miller, conselheiro próximo do ex-presidente Donald Trump, reafirmou seu compromisso em apoiar o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) até que ele seja libertado das medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em uma publicação recente em sua conta no X (antigo Twitter), Miller declarou: “Para deixar claro: não vou parar, não vou desistir, não vou ceder, até que o presidente Jair Bolsonaro esteja livre”.

Ele compartilhou uma postagem que afirmava ser mais importante o impeachment do ministro Alexandre de Moraes do que a libertação de Bolsonaro.

Críticas à atuação de Alexandre de Moraes

Miller tem sido um crítico constante da condução do ministro Alexandre de Moraes nas ações judiciais envolvendo Bolsonaro.

Ele acusa Moraes de adotar “táticas ditatoriais” e de buscar protagonismo nas decisões que afetam o ex-presidente. Essas críticas se intensificaram após o ministro autorizar mandados de busca e apreensão contra Bolsonaro, incluindo a apreensão de um pen drive encontrado em sua residência, que, segundo a Polícia Federal, não apresentou relevância para as investigações.

Apoio da família Bolsonaro e articulações internacionais

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, tem demonstrado apoio às ações de Miller. Desde o final de fevereiro, Eduardo está nos Estados Unidos, onde articula com congressistas americanos a adoção de sanções contra Moraes e outros ministros do STF. No

final de julho, Moraes foi incluído na lista de alvos da Lei Magnitsky pelo governo Trump, uma medida que visa punir indivíduos estrangeiros envolvidos em violações de direitos humanos.

Além disso, Miller mantém uma relação próxima com a família Bolsonaro, especialmente com Eduardo, e já foi recebido por eles no Palácio da Alvorada em setembro de 2021. Ele também fundou a rede social Gettr, que passou a acolher extremistas após bloqueios e suspensões de contas em plataformas como Facebook e Twitter.

Repercussão internacional e posicionamento do governo brasileiro

As ações de Miller e o apoio de Trump a Bolsonaro têm gerado repercussão internacional. Especialistas apontam que a postura agressiva do ex-presidente dos EUA pode prejudicar a imagem do Brasil no cenário global.

Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido a soberania nacional e criticado a intervenção externa nos assuntos internos do Brasil. Lula afirmou que o país não aceita intromissão de quem quer que seja nas suas decisões soberanas.

Enquanto isso, o ex-presidente Bolsonaro tem evitado comentar publicamente sobre as sanções e medidas cautelares impostas contra ele, preferindo manter o silêncio sobre os desdobramentos jurídicos que envolvem seu nome.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 10/08/2025
  • Fonte: Sorria!,