Confiança do consumidor sobe 2,1% em outubro, aponta ACSP
Apesar da queda anual, confiança cresce com destaque para classes AB e C
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 04/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Índice Nacional de Confiança (INC), elaborado pela PiniOn para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), atingiu 98 pontos em outubro. O resultado representa um aumento de 2,1% em relação a setembro, mas uma queda de 4,8% na comparação anual.
Trata-se da terceira alta consecutiva do indicador. Apesar do avanço, o INC se mantém, desde fevereiro, no campo pessimista (abaixo de 100 pontos). A sondagem foi realizada com uma amostra nacional de 1.679 famílias, residentes em capitais e cidades do interior.
Confiança do consumidor: Elevação regional e por classe social
A confiança aumentou em todas as análises demográficas:
- Regiões: Houve aumento em todas as regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste e o Norte.
- Classes Socioeconômicas: A elevação foi generalizada, sendo mais significativa entre as famílias das classes AB e C.
- Gênero: A confiança subiu tanto entre homens quanto entre mulheres, mas a intensidade foi maior no sexo feminino.
Percepção e impulso para o consumo
A melhora no INC reflete uma percepção mais positiva das famílias:
- Houve uma melhora na percepção sobre a situação financeira atual.
- As expectativas futuras de renda e emprego avançaram significativamente em relação ao mês anterior, impulsionadas pela maior segurança no emprego.
Este aumento generalizado da confiança resultou em uma maior disposição para a compra de bens de maior valor (como carro e casa), bens duráveis (como geladeira e fogão) e também ampliou a propensão a investir.

Síntese e perspectivas futuras
Em resumo, o INC de outubro apresentou alta na comparação mensal (dentro da margem de erro) e queda em relação ao mesmo período do ano anterior, mantendo-se no campo pessimista.
O economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, atribui o ânimo ao mercado de trabalho e às transferências de renda:
“O mercado de trabalho continua gerando aumentos de renda e emprego, o que, unido ao novo consignado, ao pagamento dos precatórios e a outras transferências de renda governamentais continuam sustentando o ânimo e o consumo das famílias.”
Contudo, o economista alerta para os riscos futuros: “Porém, o elevado grau de endividamento e os efeitos negativos das altas taxas de juros sobre a atividade econômica, que continuarão a ser sentidos, poderão levar a uma redução da confiança do consumidor, ao longo dos próximos meses.”