Concurso de desenho movimenta alunos de Diadema
Iniciativa da Secretaria de Educação de Diadema transforma desenhos de alunos em capas de cadernos e mochilas de 2026
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 30/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A sala de aula do 3º ano F da Emeb Mário Santa Lúcia, localizada no Jardim Ruyce, em Diadema, transformou-se em um ateliê de super-heróis. Com lápis de cor, borracha e tinta, os alunos se empenharam na finalização dos desenhos destinados ao concurso “Meu Olhar, Minha Arte”, promovido pela Secretaria de Educação do município. O motivo de tanto foco não é para menos: as obras selecionadas por votação popular estamparão as capas de mochilas e cadernos que comporão o material escolar da rede pública em 2026, dando aos estudantes um protagonismo único no processo.
A iniciativa de Diadema não se limita ao Ensino Fundamental, como no caso da EMEB Santa Lúcia. O projeto engloba também a Educação Infantil e os estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), garantindo que diversas faixas etárias tenham a oportunidade de deixar sua marca no futuro material escolar da cidade. Enquanto a Educação Infantil e o EJA concorrem com fotos de pontos da cidade e criações da nova mascote municipal, a capivara Capidema, os alunos do Ensino Fundamental se dedicam a um tema cheio de imaginação: “Meu Super Poder“.
A Criação de Super-Heróis e o Cuidado com o Material Escolar

O objetivo central do concurso é fomentar a criatividade, a imaginação e, principalmente, o olhar singular do estudante sobre a sua cidade e seus próprios sonhos. Para as crianças do Ensino Fundamental, o desafio era criar um super-herói com nome e superpoderes próprios.
Um exemplo notável desse empenho é o aluno Marcelo Monteiro Gomes, de 9 anos. Ele estava concentrado em dar vida ao seu Super Raio, um personagem capaz de voar, soltar trovões e ser super-rápido. “Eu já fiz do tamanho certo para caber nos cadernos. Até falei para a minha professora que ia ficar muito feliz imaginando que fiz uma capa de caderno com o meu super-herói,” relatou o estudante. A empolgação é tanta que ele já sabe o que fará se for o vencedor: “Se ganhar vou avisar primeiro minha mãe e minha irmã, que me incentivaram muito para fazer esse desenho.”

Outra aluna que esbanja orgulho de sua criação é Kamila Ísis Godinho Alves, de 8 anos, que deu vida a uma super-heroína que “tem super força e solta raios pelas mãos.” Ela demonstra o entusiasmo geral da turma: “Gostei muito de participar desse concurso e poder estampar o caderno do ano que vem. Minha mãe me incentivou muito a desenhar e eu falaria primeiro com ela se ganhasse o concurso”. A perspectiva de ter o próprio desenho transformado em material escolar é um motivador poderoso.
O Efeito Inesperado na Preservação dos Itens Escolares

Sérgio Oliveira da Silva, professor de Arte da EMEB Mário Santa Lúcia, destacou o alto nível de criatividade e entusiasmo dos pequenos artistas. Ele conta que, embora os alunos tenham inicialmente se baseado em figuras heroicas conhecidas, o incentivo foi para que criassem algo novo. “Falei que era preciso ser criativo, que eles tinham a liberdade de inventar um personagem que tenha a ver com a nossa realidade,” explicou o professor. O resultado foi uma variedade de poderes originais, como salvar a natureza, driblar o trânsito ou ajudar pedestres a atravessar a faixa.
Além da explosão criativa, o professor Sérgio aponta para um benefício menos óbvio, mas de grande impacto na rotina escolar: o incentivo ao cuidado com o material escolar.
“Eles vão sentir a identidade deles no material com um desenho de um aluno no caderno. Com isso, vão valorizar e cuidar mais desse material escolar”, explica o educador.

A identificação direta do aluno com o produto final, que é o seu material de uso diário, cria um laço de valorização e responsabilidade, superando o simples uso de itens padronizados.
Para garantir que a qualidade artística se traduza em um excelente design para o material escolar de 2026, o professor de Arte reforçou orientações técnicas importantes, como:
- Fazer o desenho o mais limpo possível, sem rabiscos fora da área principal.
- Utilizar cores vivas.
- Trabalhar nas dimensões corretas para a impressão nas capas.
O professor Sérgio, otimista, acredita no potencial de seus alunos: “Temos alguns camisas dez aqui e podemos vencer”, finaliza. A produção final dos trabalhos ocorreu na quarta-feira (29/10), com o prazo final de envio pelas escolas à Secretaria de Educação estabelecido para 30 de outubro. A avaliação da comissão, composta por autoridades municipais e representantes mirins, será em 31 de outubro, seguida da divulgação do link para a votação popular dos três finalistas de cada categoria, que estará aberta de 1 a 3 de novembro.