CNU 2025: "Enem dos Concursos" Ofertará 3.352 Vagas e Salários de Até R$ 16 Mil
A expectativa é convocar nove vezes o número de vagas para a fase discursiva, aumentando a competitividade e a qualidade da seleção.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 28/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Concurso Público Nacional Unificado (CNU), conhecido como o “Enem dos Concursos”, chega à sua segunda edição em 2025 com a oferta de 3.352 vagas em órgãos federais, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (28).
As inscrições estão previstas para julho, com provas marcadas para outubro e dezembro. Os salários iniciais podem chegar a R$ 16 mil.
Vagas Imediatas e de Curto Prazo
Das oportunidades disponíveis, 2.180 são para preenchimento imediato — sendo 1.672 destinadas a cargos de nível superior e 508 para nível intermediário. Outras 1.172 vagas estão reservadas para “provimento de curto prazo”, grupo que poderá ser chamado simultaneamente com os demais aprovados, conforme explicou o governo.
Entre os principais órgãos contemplados estão o Ministério da Gestão, com 500 vagas para analistas técnicos, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (64 vagas) e o Ministério da Fazenda (30 vagas). Agências reguladoras como a ANM, ANP e Anac também terão ofertas expressivas.
Novidades na Estrutura das Provas
A grande inovação para 2025 é a aplicação do exame em duas fases. A primeira etapa será a prova objetiva, marcada para o dia 5 de outubro. Apenas os classificados seguirão para a segunda fase, com prova discursiva prevista para 7 de dezembro.
A expectativa é convocar nove vezes o número de vagas para a fase discursiva, aumentando a competitividade e a qualidade da seleção.
Outra mudança importante será a adoção de códigos de barras individualizados em todas as páginas da prova, medida destinada a reforçar a segurança e evitar fraudes. As provas acontecerão em 228 cidades brasileiras, e o resultado final está programado para fevereiro de 2026.
Governo Defende Concurso Contínuo
A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, defendeu a realização periódica de concursos para recompor a força de trabalho federal, impactada por aposentadorias nos últimos anos.
Segundo Dweck, o objetivo é garantir a continuidade do serviço público sem aumentar o peso da folha de pessoal no PIB, atualmente em 2,6%.
Ela alertou para o risco de interrupções geracionais, que poderiam comprometer a transmissão de conhecimento institucional. “É possível aliar responsabilidade fiscal com um serviço público eficiente, mantendo contratações contínuas e em menor volume”, destacou.
O primeiro CNU, realizado em 2024, registrou recorde histórico, com mais de 2,1 milhões de inscritos e 970 mil candidatos presentes, disputando 6.640 vagas. A maioria dos aprovados não tinha experiência prévia no serviço público, renovando o perfil dos servidores federais.