Presídio onde está Fernando Collor passa por inspeção e juízes recomendam isolamento
Visita técnica avaliou condições de segurança e saúde na unidade onde o ex-presidente cumpre pena em Maceió
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 28/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió (AL), onde está detido o ex-presidente Fernando Collor de Mello, recebeu uma inspeção extraordinária nesta segunda-feira (28), realizada por magistrados da 16ª Vara de Execuções Penais.
O objetivo da visita foi verificar se a unidade oferece condições adequadas de segurança e atendimento à saúde para abrigar o ex-mandatário, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Isolamento é recomendado para preservar integridade
Durante a vistoria, o juiz Alexandre Machado destacou a necessidade de manter Collor isolado dos demais detentos, justificando que o ex-presidente é uma figura pública de alta visibilidade e, por isso, exige cuidados especiais.
Segundo ele, a medida visa tanto preservar a integridade física e moral do custodiado quanto evitar conflitos internos que possam comprometer a ordem no presídio.
“O ambiente que visitamos se mostrou adequado e também oferece condições de atendimento de saúde de acordo com as comorbidades apontadas pela defesa do custodiado”, afirmou Machado, que foi acompanhado pelos juízes Nelson Martins e Alysson Amorim.
Sala do diretor foi adaptada para receber Collor
A direção do presídio optou por desocupar a sala do diretor para acomodar Fernando Collor. O espaço, localizado na área administrativa, conta com ar-condicionado, banheiro privativo e é mais amplo do que as celas comuns.
A escolha levou em conta as orientações do STF, que solicitou garantias de que o local atenderia às necessidades médicas do ex-presidente.
De acordo com a Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas (Seris), a unidade abriga atualmente 1.321 presos, embora tenha capacidade para 892 — o que representa uma superlotação de 48%. Ainda assim, a Seris afirmou ao STF que o presídio tem condições de oferecer tratamento médico adequado ao ex-presidente, que tem 75 anos e foi diagnosticado com Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar.
Defesa pede prisão domiciliar, mas não comenta situação atual
A defesa de Collor recorreu ao STF solicitando a conversão da pena em prisão domiciliar, citando idade avançada e problemas de saúde. No entanto, até o momento, os advogados não se manifestaram publicamente sobre as condições do ex-presidente na prisão.
Segundo funcionários do complexo, Collor tem se mostrado educado e tranquilo. As refeições seguem o padrão da unidade, mas é permitido o envio de alimentos autorizados por lista.