CNJ afasta juiz por assédio moral a estagiárias com ‘convites intempestivos’

O Plenário do Conselho Nacional de Justiça decidiu punir o juiz Glicério de Angiolis Silva, do Tribunal de Justiça do Rio, com afastamento remunerado, por assédio moral e sexual

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No âmbito do procedimento disciplinar, o magistrado respondia por assédio sexual e moral contra estagiárias e servidores e servidoras das varas de Miracema, Lage de Muriaé e Piracambi.

O colegiado aplicou a Glicério a pena de disponibilidade com vencimentos proporcionais por tempo de serviço – a segunda sanção mais grave prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). As informações foram divulgadas pelo CNJ

O relator do processo administrativo disciplinar contra Glicério o conselheiro Marcos Vinícius Jardim, ressaltou que restou comprovado que o juiz gritava com profissionais das equipes, além de abordar estagiárias ‘com convites intempestivos e contatos físicos inadequados no ambiente de trabalho, inclusive na presença de outras pessoas’.

As acusações contra o magistrado fluminense de falta de urbanidade e de interferência na instrução processual foram consideradas improcedentes pelo CNJ.

A pena de disponibilidade veda ao magistrado exercer outras funções, como advocacia ou cargo público, salvo um de magistério superior, além de impactar a progressão na carreira da magistratura. Após afastamento de dois anos, o juiz pode solicitar seu retorno ao trabalho, cabendo ao tribunal de origem no caso o TJ-RJ, decidir sobre o pedido.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 18/06/2021
  • Fonte: FERVER