CIESP SBC trabalhando para o crescimento industrial de SBC
Cobra ações efetivas da AES ELETROPAULO em relação ao Bairro Cooperativa
- Publicado: 20/03/2013 18:50
- Alterado: 20/03/2013 18:50
- Autor: Redação
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Atenta aos sérios problemas de infraestrutura que têm
causado prejuízos as empresas de São Bernardo do Campo, principalmente as
situadas no entorno do Bairro Cooperativa, a diretoria do CIESP SBC tem
dialogado com representantes de segmentos ligados ao fornecimento de energia
elétrica, telecomunicações, viário, entre outros, para cobrar ações efetivas:
“Em 2012 a economia desacelerou, o país cresceu apenas 1,64%, o que impactou
diretamente nas empresas. Em 2013 estamos em busca de ações que melhorem esse
quadro, inclusive ações em parceria com o Sindicato dos Metalúrgicos, visando a
retomada do crescimento da indústria nacional. Mas todo esse trabalho será jogado
fora se as empresas não tiverem, por exemplo, garantia de fornecimento de
energia elétrica.”, afirmou o diretor titular do CIESP SBC, Hitoshi Hyodo.
No intuito de cobrar da AES Eletropaulo ações efetivas,
desde dezembro o CIESP SBC vem realizando encontros entre representantes da
distribuidora de energia elétrica e das empresas, principalmente as localizadas
no Bairro Cooperativa, que vêm sofrendo constantemente com as interrupções no
serviço.
O terceiro encontro aconteceu na manhã desta quarta-feira, dia
20 de março, seis dias após o apagão que deixou várias empresas do bairro sem
energia elétrica por 10 horas.
Segundo a AES Eletropaulo o problema se deu devido um
aquecimento fora dos padrões habituais, que causou o rompimento dos cabos e que
recebeu previsão de ser solucionado em quatro horas, mas acabou levando 10.
Os representantes das indústrias cobraram informações mais
precisas quanto ao tempo de retomada da energia para minimizar os prejuízos.
Teresa Vernaglia, diretora comercial da AES Eletropaulo
afirmou que a empresa está revendo como deveria ter reportado aos clientes o
que a equipe de campo encontrou no dia 14. “Não temos uma resposta ainda, é a
nossa missão para a próxima reunião responder o que vamos fazer para melhorar o
prazo de restabelecimento, que sejamos mais efetivos e rápidos em passar as
informações para que os senhores possam tomar as decisões de negócio
necessárias.”
Além desse evento do dia 14, as empresas reclamam das “micro
paradas” no fornecimento de energia. São interrupções de até 3 segundos, mas
que também causam grandes prejuízos.
Um dos que demonstrou insatisfação foi Felipe Lopes, da
Belga Vidros: “Ao longo dos meses a situação só vem piorando. Um segundo de
parada no abastecimento de energia elétrica para nós causa a perda de
matéria-prima. Precisamos de uma ação da Eletropaulo a curto prazo. Sabemos dos
investimentos previstos e eles são bem vindos, mas não podemos esperar tanto
tempo.”
Maria Célia Salles, proprietária da Macron, desabafou:
“Nunca foi tão frequente o problema de energia elétrica no Bairro Cooperativa.
Acredito que parte da culpa seja dos religadores instalados pela AES
ELETROPAULO, que podem ser bons para a companhia, mas não para as empresas. O
problema do dia 14 foi por questão de manutenção, mas entendo que precisamos
rever essa situação. Nós precisamos trabalhar, mas da forma que está é
impossível. Não é um problema pontual, é geral. Talvez esses investimentos
anunciados tenham demorado muito para acontecer. Da forma que está é muito
difícil continuar.”
Nelson Wagner Antonini, gerente industrial da Metalúrgica
Dulong e coordenador do grupo do Bairro Cooperativa do CIESP SBC, também
acredita que os religadores favorecem o trabalho da Eletropaulo, mas podem
estar prejudicando as indústrias: “Temos contabilizado grandes prejuízos por
conta das micro paradas. O religador coloca a Eletropaulo na zona de conforto,
mas a empresa não. Quando ocorre uma interrupção de 3 segundos no fornecimento
de energia elétrica, a empresa leva no mínimo 15 minutos para ser religada.
Necessitamos de uma ação efetiva.”
Segundo Vagner Branco, da Diretoria Regional 1 da AES
Eletropaulo, da qual faz parte a cidade de São Bernardo do Campo, a situação no
bairro Cooperativa deve apresentar melhoras significativas à partir do segundo
semestre deste ano graças aos investimentos previstos (slide informativo em
anexo). “Vão ocorrer desligamentos programados. Vamos montar um cronograma
interno para execução da obra, que será repassado ao CIESP SBC para que todos
tenham conhecimento. Na próxima reunião vamos apresentar o cronograma.”
Já a equipe de engenharia da AES Eletropaulo afirmou que
mapeará as empresas para avaliar a questão das interrupções no fornecimento de
energia elétrica. Eles explicaram que são quatro os circuitos que suprem o
Bairro Cooperativa. Ficou acertado que
todos eles serão monitorados.
No final do encontro, Teresa Vernaglia ressaltou o
compromisso da AES Eletropaulo em se encontrar periodicamente com as empresas
para que todos tenham o que precisam: o fornecimento de energia elétrica de
qualidade. “Na próxima reunião, agendada
para maio, traremos informações concretas, apresentando o cronograma de
atividades.”, afirmou.
No final do encontro Hitoshi Hyodo reforçou a necessidade de
ações urgentes: “O desafio é resolvermos o quanto antes. Precisamos resolver
juntos, precisamos da AES ELETROPAULO e ela de nós consumidores, que estamos
pagando por isso. Ressalto a boa vontade da Eletropaulo em estar conosco, mas
por outro lado não vivemos de boa vontade, boa vontade sem solução não resolve,
precisamos de efetividade. Gostaríamos de ser atendidos o quanto antes. Só
olhar o retrovisor não basta, é preciso planejamento olhando para frente.”