CIESP Santo André se posiciona sobre benefício a kits automotivos
O CIESP Santo André adverte que a prorrogação das cotas com alíquota zero para veículos importados prejudica a indústria regional
- Publicado: 25/06/2026 14:34
- Alterado: 25/06/2026 14:35
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: CIESP Santo André
O CIESP Santo André manifestou forte oposição à decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) de prorrogar as cotas de importação com alíquota zero para veículos elétricos desmontados (CKD) e semimontados (SKD). A medida estende o benefício por mais seis meses, a partir de 1º de julho, cobrindo um volume de US$ 463 milhões (aproximadamente R$ 2,4 bilhões).
A diretoria regional da entidade alinha-se ao posicionamento da matriz estadual, apontando que a manutenção do incentivo fiscal afeta diretamente a competitividade do ecossistema industrial local. O polo do Grande ABC é historicamente reconhecido como um dos principais motores do setor automotivo no país.
Impactos na cadeia produtiva regional
A liderança do CIESP Santo André aponta que a concessão federal gera um cenário de desequilíbrio concorrencial que atinge pequenas, médias e grandes empresas abastecedoras do segmento de autopeças.
“Em uma área como a nossa, que concentra empresas que abrangem toda a cadeia produtiva do setor automotivo e não apenas montadoras, o impacto negativo será irreversível”, declarou Eduardo Batistella Mazurkyewistz, diretor titular do CIESP Santo André.
De acordo com a entidade, a isenção tributária para a entrada de kits estrangeiros desestimula a manufatura nacional. O reflexo direto de longo prazo, segundo o alerta emitido pelo CIESP Santo André, é o risco à manutenção de milhares de postos de trabalho qualificados na região.
Riscos aos investimentos nacionais
Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) dão suporte às preocupações do CIESP Santo André. A associação nacional destaca que a quebra de previsibilidade regulatória coloca sob ameaça parte dos R$ 140 bilhões em investimentos anunciados pelas montadoras no Brasil até 2033, montante este voltado ao processo de descarbonização da frota nacional.
O CIESP Santo André reforça que a sustentabilidade econômica regional depende de incentivos à produção interna, e não de facilidades tarifárias para componentes importados sem contrapartida local.