China pede fim de tarifas aos EUA: Tensão comercial aumenta após isenções a eletrônicos

A decisão dos Estados Unidos, anunciada na sexta-feira, foi recebida com ceticismo por Pequim

Crédito: Donald Trump em evento de campanha em Milwaukee, no estado de Wisconsin, no início do mês - Jim Watson - 1º.out.2024/AFP

No último domingo, a China fez um apelo formal aos Estados Unidos para que eliminem completamente as tarifas recíprocas impostas entre os dois países. A declaração foi emitida após o governo americano anunciar isenções para diversos produtos eletrônicos, incluindo telefones celulares e computadores.

Um porta-voz do Ministério do Comércio da China declarou: “Instamos os Estados Unidos a tomarem uma atitude significativa para corrigir seus erros, abolindo a prática equivocada das tarifas recíprocas e retornando ao caminho do respeito mútuo”. Essa solicitação reflete a crescente tensão comercial entre as duas nações.

A decisão dos Estados Unidos, anunciada na sexta-feira, foi recebida com ceticismo por Pequim. O serviço alfandegário americano comunicou que dispositivos como smartphones, laptops e chips de memória não estarão sujeitos às tarifas elevadas que haviam sido implementadas pelo ex-presidente Donald Trump.

O Ministério do Comércio chinês descreveu essa medida como um “pequeno passo” e afirmou que está atualmente avaliando as consequências dessa decisão sobre o comércio bilateral. Apesar das isenções, a maioria dos produtos importados da China ainda enfrenta uma tarifa média de 145%, o que representa um desafio significativo para as empresas chinesas.

As isenções tarifárias são vistas como uma oportunidade para empresas americanas de tecnologia, como Nvidia e Dell, além da Apple, que produz iPhones e outros produtos de alta gama em território chinês. A situação continua a evoluir enquanto ambas as nações tentam encontrar um terreno comum em meio às suas disputas comerciais.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 13/04/2025
  • Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA