Chefe de inteligência do Irã é morto por ataque de Israel
O bombardeio em Teerã matou o general Majid Khademi, veterano da Guarda Revolucionária e alvo estratégico de Israel.
- Publicado: 06/04/2026 07:20
- Alterado: 06/04/2026 07:20
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: TV estatal do Irã
O chefe de inteligência do Irã, general Majid Khademi, morreu nesta segunda-feira (6) após um bombardeio de precisão executado pelo Exército de Israel. A operação ocorreu diretamente na capital iraniana, Teerã. As forças de defesa israelenses confirmaram a eliminação do alvo de alto escalão militar logo após o fim da ação bélica.
A Guarda Revolucionária atestou a perda do seu dirigente máximo pelos canais oficiais, classificando a ofensiva como um ataque criminoso sionista de madrugada. Detalhes exatos sobre o número de feridos e a extensão da destruição no perímetro do ataque continuam sob forte sigilo do governo local.
Como o chefe de inteligência do Irã atuava no regime
Khademi acumulava quase 50 anos de serviço ininterrupto ao regime persa. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, definiu o oficial como uma das três figuras mais influentes e articuladas da força paramilitar iraniana.
“O general Majid Khademi, poderoso e experiente dirigente da Organização de Inteligência do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, morreu como mártir no ataque terrorista criminoso do inimigo americano-sionista hoje ao amanhecer.” afirmou a Guarda Revolucionária em seu canal no Telegram.
As forças israelenses fundamentaram a execução do general rastreando seu vasto histórico operacional. O foco de atuação de Khademi envolvia a coleta ostensiva de dados logísticos e estratégicos visando atacar instalações de Israel.
Monitoramento civil e repressão armada
A máquina de inteligência israelense responsabiliza o general por arquitetar investidas diretas contra cidadãos americanos no Oriente Médio. O militar mantinha um controle estrito sobre os próprios civis iranianos, comandando a repressão estatal aos protestos populares que desafiavam o governo islâmico.
A operação tática que matou o chefe de inteligência do Irã corta uma veia fundamental de espionagem estruturada do regime. O golpe neutraliza ações de infiltração coordenadas que partiam do centro de Teerã.
Sucessão de mortes atinge o alto comando
A liderança do setor de espionagem sofre uma rotatividade compulsória forçada pelo avanço militar da coalizão inimiga. Khademi ocupou a cadeira principal da agência por menos de um ano consecutivo.
Ele herdou o posto em junho de 2025, logo após mísseis de Israel eliminarem seu antecessor direto, Mohammad Kazemi, durante os combates frontais da Guerra de 12 dias. A execução cirúrgica de líderes enfraquece a resposta operacional das bases militares persas.
A manobra tática expõe a intensa campanha de neutralização de alvos operada por Estados Unidos e Israel desde o fim de fevereiro. As perdas militares iranianas ganharam proporções críticas em poucos meses. O assassinato do chefe de inteligência do Irã amplia a lista de baixas catastróficas para o Estado:
- Ali Khamenei: Líder supremo e autoridade máxima da nação.
- Ali Larijani: Chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional.
- Alireza Tangsiri: Comandante de defesas marítimas e responsável pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.
As forças armadas iranianas perdem seus arquitetos táticos de forma contínua. Sem a mente principal da engrenagem de espionagem, a morte do chefe de inteligência do Irã consolida um vácuo no alto escalão que reduz drasticamente a eficácia militar do país.