Cetesb monitora qualidade das águas em praias de SP e alerta para riscos à saúde

São monitoradas 175 delas, localizadas em 15 cidades diferentes, com foco no grupo de bactérias chamado enterococcus, principal causadora de gastroenterite

Cetesb monitora qualidade das águas em praias de SP e alerta para riscos à saúde

Crédito: Governo de São Paulo/Divulgação

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) realiza, de forma sistemática, a avaliação da qualidade da água nas praias do litoral paulista. Este monitoramento abrange 175 praias em 15 cidades, com ênfase na detecção de enterococcus, um grupo de bactérias associado a casos de gastroenterite.

Conforme explica a doutora Claudia Lamparelli, responsável pelo setor de qualidade das águas litorâneas da CETESB, diversos fatores contribuem para a poluição das águas costeiras. Ela destaca que, durante o verão, há um aumento na pluviosidade e no número de visitantes, o que resulta em maior geração de esgoto. “Esses dois elementos combinados prejudicam a qualidade da água do mar”, afirma.

Todas as semanas, técnicos da CETESB coletam amostras da água do mar, que são enviadas para laboratórios em Cubatão e Taubaté. Após um período de filtragem, as amostras são analisadas para quantificar o número de bactérias fecais presentes.

A classificação das praias como próprias ou impróprias para banho é baseada em diretrizes do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Para que uma praia seja considerada apta para banho, é necessário que, nas últimas cinco análises realizadas, ao menos duas apresentem níveis de enterococcus abaixo de 100.

Praias que não atendem a esse critério recebem sinalização por meio de bandeiras: a bandeira vermelha indica que a praia é imprópria para banho, enquanto a bandeira verde significa que está liberada. A CETESB aconselha os cidadãos a evitarem o banho em praias sinalizadas como impróprias.

Além disso, o contato com água contaminada pode expor os banhistas a uma série de doenças transmitidas pela água, como gastroenterite, hepatite A, cólera e febre tifóide. Esses microrganismos podem ser provenientes de esgotos domésticos que alcançam as águas costeiras.

Em termos de saúde pública, é crucial levar em conta não apenas as doenças mencionadas anteriormente, mas também a presença de organismos patogênicos oportunistas que podem causar dermatoses e outras condições como conjuntivite e otite.

A gastroenterite é uma das doenças mais frequentemente associadas à água poluída por esgoto e apresenta sintomas como náuseas, vômitos, dores abdominais e febre. Embora nem todos os indivíduos expostos à água contaminada desenvolvam doenças – dependendo das condições imunológicas e do tipo de contato com a água – a classificação como imprópria implica riscos à saúde.

Por fim, a CETESB recomenda medidas preventivas para minimizar os casos de gastroenterite entre os banhistas:

  • Evite alimentos mal cozidos
  • Mantenha os alimentos bem refrigerados, com atenção especial às temperaturas dos refrigeradores e geladeiras dos supermercados onde os alimentos ficam acondicionados
  • Leve seus próprios lanches durante passeios ao ar livre
  • Observe bem a higiene de lanchonetes e quiosques
  • Lave as mãos antes de se alimentar
  • Tenha atenção redobrada com comidas em self-service
  • Beba sempre água filtrada
  • Não consuma gelo, “raspadinhas”, “sacolés”, sucos e água mineral de procedência desconhecida
  • Evite tomar banho de mar após chuvas muito intensas 
  • Não se banhe em canais córregos ou rios que deságuam no mar 
  • Não engolir água do mar.
Daniela Penatti

  • Publicado: 15/01/2025 08:52
  • Alterado: 15/01/2025 08:52
  • Autor: Redação
  • Fonte: Agência SP