Celef de São Caetano celebra o Halloween com atividades culturais

Escola em São Caetano utiliza a cultura da festa, incluindo a verdadeira origem do Halloween, para engajar 1.210 alunos no aprendizado da língua inglesa

Crédito: Eric Romero/PMSCS

A celebração mais assustadora (e doce) do calendário está em pleno vapor. Em 31 de outubro, o mundo se veste de preto, laranja e roxo para o Halloween, a tradicional festa que, no Brasil, é popularmente conhecida como Dia das Bruxas. Contudo, desvendando as fantasias e o popular “doces ou travessuras”, há uma história milenar, rica em rituais ancestrais e significado cultural, que está sendo resgatada nas salas de aula para tornar o aprendizado de idiomas mais dinâmico e eficaz.

É o que acontece no Centro de Estudos de Línguas do Ensino Fundamental (Celef) Luiz Milani, mantido pela Prefeitura de São Caetano. A instituição transformou seu ambiente para a data, utilizando a temática do Halloween para promover uma semana de atividades e dinâmicas lúdicas. O prédio, no Bairro Santa Paula, ganhou uma decoração imersiva, e professores e alunos incorporaram o espírito da festa com fantasias temáticas, provando que a imersão cultural é uma ferramenta de ensino poderosa.

A importância de aprender a cultura por trás do Halloween

Celef da Prefeitura de São Caetano celebra o Halloween - Eric Romero/PMSCS
Celef da Prefeitura de São Caetano celebra o Halloween – Eric Romero/PMSCS

Para os especialistas em ensino de idiomas, a abordagem cultural é crucial. “Nós somos uma escola de idiomas e é de suma importância que, junto do novo idioma, você saiba também um pouquinho da cultura. Essa festa é muito grande, não só nos Estados Unidos, mas nos outros países falantes da língua inglesa”, explica Karin Cristine Marcos, professora do Celef.

A imersão cultural transcende o entretenimento e atinge o cerne da comunicação, facilitando a compreensão de contextos e expressões. A diretora do local, Rafaela do Espírito Santo, reforça a estratégia: “A gente utiliza o universo lúdico também para ensinar e estimular aquilo que os alunos aprendem com a gente no dia a dia, com as brincadeiras faladas em inglês. E também é importante que a criança saiba a cultura do país que ela está aprendendo a língua.”

A iniciativa tem um impacto positivo notável. Paula Tolardo e Monise Felix Carlos, alunas do 6º ano, demonstram que o aprendizado foi além da língua. “As pessoas têm uma visão do Halloween que é coisa de terror, de medo, e aprendemos que não é isso. É uma festa para as pessoas se divertirem”, afirmou Paula, devidamente fantasiada, mostrando a desconstrução de um mito popular. Atualmente, o Celef atende 1.210 alunos de escolas municipais de Ensino Fundamental I e II de São Caetano, todos beneficiados por essa didática integradora.

A Fascinante História da Celebração que Inspirou o Dia das Bruxas

O sucesso do evento em São Caetano nos convida a revisitar a longa e fascinante trajetória da celebração que inspirou o Halloween. A festa é, na verdade, uma tapeçaria cultural que une rituais pagãos, cristianismo e a moderna cultura pop americana. É fundamental desvincular o mito de que o Dia das Bruxas é apenas sobre terror.

A sua gênese está no Samhain (pronuncia-se Sow-in), um antigo festival celta realizado há cerca de 2.000 anos nas regiões que hoje compreendem o Reino Unido, Irlanda e Norte da França.

  • 1. O Fim da Colheita e o Novo Ano Celta: O Samhain marcava o fim do verão e da colheita, e o início do inverno, a parte mais fria e ‘escura’ do ano. Para os celtas, era a celebração do seu Ano Novo.
  • 2. A Fronteira entre os Mundos: A crença mais marcante era que, nesta noite, o véu entre o mundo dos vivos e dos mortos se tornava tênue, permitindo que espíritos retornassem à Terra.
  • 3. Origens Altruístas: Contrariando a visão comercial moderna, alguns estudos apontam uma origem ligada ao altruísmo. O Samhain era também um momento comunitário de troca e compartilhamento de colheitas, essencial para garantir a sobrevivência durante o rigoroso inverno do Hemisfério Norte.
  • 4. Imigração e a Transformação Americana: A tradição cruzou o Atlântico no século XIX, levada por imigrantes irlandeses para os Estados Unidos. Lá, ela se popularizou e ganhou o formato que conhecemos hoje: festas comunitárias, fantasias e, claro, o costume das crianças baterem de porta em porta pedindo doces.

A partir da influência da cultura pop e do cinema americano, o Halloween se espalhou por todo o planeta, ganhando força até mesmo no Brasil. O caso do Celef, que celebra o Halloween há pelo menos cinco anos, é um excelente exemplo de como a festa pode ser utilizada como uma ferramenta educacional poderosa, celebrando a cultura e a língua de forma lúdica e instrutiva.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 30/10/2025
  • Fonte: FERVER