Carolina Dieckmann desabafa sobre 5 meses sem Preta Gil

Em relato emocionante, Carolina Dieckmann descreve o luto como um "soco diário" e relembra os últimos momentos ao lado da cantora em Nova York

Crédito: Reprodução/Redes Sociais

O vazio deixado por Preta Gil completou cinco meses neste sábado (20), e a data não passou despercebida por aqueles que formavam seu círculo mais íntimo. Em uma demonstração de vulnerabilidade e afeto, a atriz Carolina Dieckmann utilizou suas redes sociais para compartilhar a dor da ausência da amiga, que faleceu em julho, aos 50 anos, vítima de complicações de um câncer colorretal com metástases.

“O luto é um soco todos os dias. Há momentos em que se está mais forte e consegue enfrentar, mas em outros, é um nocaute”, desabafou a atriz. O texto de Carolina Dieckmann ressoa a dificuldade de processar a perda de uma das figuras mais vibrantes da cultura brasileira, cuja luta contra a doença foi acompanhada de perto pelo público e por uma rede de apoio incansável.

A rede de apoio e os dias finais em Nova York de Carolina Dieckmann

A conexão entre as duas artistas transcendia o ambiente profissional, consolidando-se em uma irmandade de décadas. Quando o quadro de saúde de Preta se agravou, Carolina Dieckmann foi uma das figuras centrais na logística de cuidado. A atriz esteve em Nova York para o último adeus, acompanhando Gilberto Gil e Francisco Gil no suporte à cantora durante a tentativa de um tratamento experimental em uma clínica especializada norte-americana.

“Nos últimos dias, estive ao lado dela, fazendo carinho e expressando meu amor incondicional em cada momento”, relembrou Carolina. Essa dedicação foi fundamental no período em que a doença retornou de forma agressiva, atingindo quatro focos diferentes e exigindo terapias alternativas que, infelizmente, não foram suficientes para reverter o quadro.

Revelações de Gominho e a dor do nocaute

O impacto emocional da partida de Preta Gil também foi tema de um depoimento forte do apresentador Gominho no programa Sem Censura. Ele, que abdicou de compromissos profissionais para cuidar da amiga, detalhou a intensidade do sofrimento físico enfrentado por ela. Gominho revelou que a dor chegou a ser tão insuportável que a possibilidade de morte assistida chegou a ser discutida antes da viagem aos Estados Unidos.

A entrega de Preta ao destino final ocorreu quando a própria artista percebeu que as frentes de tratamento haviam se esgotado. De acordo com o relato, a exaustão foi tamanha que amigos próximos, em um gesto de misericórdia, chegaram a pedir por sua passagem serena. Para Carolina Dieckmann, reviver esses momentos cinco meses depois é uma forma de honrar a memória de quem viveu intensamente.

O legado de amizade de Carolina Dieckmann

A trajetória de Carolina Dieckmann e Preta Gil serve como um testemunho sobre a importância da presença em momentos de vulnerabilidade extrema. O luto “nocauteante” citado pela atriz reflete a dificuldade de aceitar o fim de uma voz que simbolizava alegria e resistência.

Até o fechamento desta matéria, fãs e outros artistas continuam prestando homenagens nas redes sociais, utilizando o relato de Carolina como um ponto de conexão para todos que ainda sentem a perda da “Princesa do Rio”. A memória de Preta Gil permanece viva não apenas em sua música, mas na força dos laços que ela soube cultivar em vida.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 20/12/2025
  • Fonte: Secult PMSCS