Carnaval 2026: Rio registra aumento nas prisões

Com 12 mil agentes nas ruas, Rio intensifica cerco contra furtos no Carnaval

Crédito: Fernando Maia/Riotur

O balanço oficial das ações de segurança no Carnaval do Rio de Janeiro, divulgado pela Polícia Militar nesta quarta-feira (18), aponta um crescimento significativo na eficiência operacional durante o período festivo.

Balanço do Carnaval: Prisões no Rio crescem 15% e recuperação de celulares bate recorde

Entre os dias 13 e 17 de fevereiro, a corporação efetuou a prisão de 458 suspeitos, um índice 15% maior do que o registrado em 2025. O policiamento também resultou na apreensão de 74 adolescentes por atos infracionais, número que representa uma alta de 28% em relação ao ano anterior. Um dos grandes destaques do balanço foi o recorde na recuperação de aparelhos celulares: 97 dispositivos foram retomados diretamente das mãos de criminosos, um salto de 169% na comparação com a folia passada.

Para sustentar esse esquema ostensivo e ininterrupto, mais de 12.500 policiais militares foram mobilizados em pontos estratégicos. Segundo a corporação, a tática de realizar revistas rigorosas nos acessos aos blocos e megablocos foi fundamental para inibir delitos de oportunidade e desarticular a economia do crime, que se alimenta da revenda ilegal de objetos furtados. A tecnologia também desempenhou um papel crucial; na Ilha do Governador, o sistema de reconhecimento facial permitiu que equipes do 17º BPM localizassem e prendessem um foragido da justiça durante um evento na região do Cacuia.

Paralelamente à segurança pública, a defesa dos direitos do folião foi alvo de fiscalizações intensas pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e pelo Procon-RJ. Durante os desfiles na Sapucaí, sete camarotes foram multados por irregularidades graves. O secretário Gutemberg Fonseca ressaltou que a falta de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida foi uma das principais falhas combatidas, reforçando que a estrutura adequada é uma obrigação legal e uma questão de dignidade. Os agentes também monitoraram a clareza na exposição de preços e a presença de canais de atendimento ao consumidor nos estabelecimentos.

A qualidade dos produtos consumidos nas ruas também esteve sob vigilância rigorosa com a atuação do Laboratório Itinerante do Consumidor. Até o momento, cerca de 50 litros de bebidas alcoólicas, incluindo uísque, cachaça e vodca com indícios de falsificação ou sem procedência, foram retirados de circulação no Centro e na Zona Sul. A medida visou proteger a saúde pública, uma vez que bebidas adulteradas representam riscos graves à vida. O balanço final reforça a integração entre a repressão ao crime e a fiscalização administrativa para garantir uma experiência mais segura aos milhões de foliões que ocuparam o estado.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 18/02/2026
  • Fonte: Sorria!,