Carnaval: veja os lugares com mais roubos e furtos de celular em SP
Levantamento aponta as ruas e bairros com mais crimes durante a folia. Confira os pontos críticos de segurança na capital paulista.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 08/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A segurança no Carnaval de São Paulo exige atenção redobrada dos foliões, especialmente quanto à proteção de smartphones. Dados oficiais revelam que a capital registrou 6.067 ocorrências policiais durante os oito dias de festa em 2025. O levantamento, baseado em boletins da Secretaria da Segurança Pública (SSP), aponta que a aglomeração característica da festa facilita a ação de criminosos.
Os circuitos dos chamados megablocos concentraram quase 20% de todos os roubos e furtos de aparelhos. Foram 1.145 casos apenas nesses trajetos específicos. A análise dos números mostra que a densidade demográfica momentânea, somada à distração do público, cria o cenário ideal para a subtração de bens.
Onde o Carnaval exige mais cuidado nas ruas
Endereços icônicos da folia paulistana lideram as estatísticas de criminalidade. Vias que recebem cortejos gigantescos, como o Pipoca da Rainha e o Acadêmicos do Baixo Augusta, figuram no topo da lista. Curiosamente, a Avenida Paulista, tradicionalmente visada, caiu para a oitava posição, já que não recebe trios elétricos diretamente, servindo apenas como rota de acesso durante o Carnaval.
Confira o ranking das vias com maior número de registros nos megablocos:
- Avenida Pedro Álvares Cabral: 329 ocorrências
- Rua da Consolação: 241 ocorrências
- Avenida Marquês de São Vicente: 198 ocorrências
- Rua Augusta: 158 ocorrências
- Praça da República: 73 ocorrências
Além dessas, a Avenida Brigadeiro Faria Lima e a Rua Henrique Schaumann também apresentaram números relevantes, com 44 e 39 casos, respectivamente.
Bairros mais afetados pela insegurança
A análise geográfica expandida para os bairros confirma a tendência de concentração no Centro Expandido. As regiões da República e da Consolação lideraram o ranking negativo, somando mais de mil ocorrências. O estudo indica que os dez bairros com maiores índices de roubos e furtos no Carnaval acumularam 2.735 registros, o que representa 45% do total da cidade.
As zonas críticas se dividem da seguinte forma:
- Centro: República, Consolação, Bela Vista e Santa Cecília.
- Zona Oeste: Pinheiros, Barra Funda e Jardim Paulista.
- Zona Sul: Moema e Vila Mariana.
Fatores de risco e análise de especialistas
Para Alan Fernandes, conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os dados refletem a exposição massiva. Em 2025, a festa atraiu 16 milhões de pessoas. Fernandes explica que o contexto de diversão reduz o estado de alerta. O consumo de álcool e a aglomeração densa favorecem a atuação rápida de quem pratica furtos, muitas vezes sem que a vítima perceba a ação imediata.
Rafael Alcadipani, professor da FGV, reforça que a infraestrutura urbana também influencia. Ruas estreitas e a falta de inteligência policial específica para grandes massas facilitam a fuga dos criminosos no meio da multidão que celebra o Carnaval.
Resposta oficial e policiamento
A Secretaria de Segurança Pública contesta a interpretação isolada dos dados. Em nota, a pasta afirmou que o total de roubos e furtos nos períodos analisados foi de 3.779 ocorrências, divergindo do recorte do levantamento. A SSP destaca que houve redução de 60% nos crimes durante o pré-carnaval e quedas significativas nos dias oficiais de folia.
Para este ano, a Polícia Militar promete atuar com 5,2 mil agentes e 2,5 mil viaturas diariamente. O monitoramento será reforçado pelo programa Muralha Paulista, que utiliza drones e câmeras em tempo real para tentar coibir a ação criminosa e garantir um ambiente mais seguro para quem vai aproveitar o Carnaval.