Carnaval: veja os lugares com mais roubos e furtos de celular em SP

Levantamento aponta as ruas e bairros com mais crimes durante a folia. Confira os pontos críticos de segurança na capital paulista.

Crédito: Divulgação/Prefeitura de São Paulo.

A segurança no Carnaval de São Paulo exige atenção redobrada dos foliões, especialmente quanto à proteção de smartphones. Dados oficiais revelam que a capital registrou 6.067 ocorrências policiais durante os oito dias de festa em 2025. O levantamento, baseado em boletins da Secretaria da Segurança Pública (SSP), aponta que a aglomeração característica da festa facilita a ação de criminosos.

Os circuitos dos chamados megablocos concentraram quase 20% de todos os roubos e furtos de aparelhos. Foram 1.145 casos apenas nesses trajetos específicos. A análise dos números mostra que a densidade demográfica momentânea, somada à distração do público, cria o cenário ideal para a subtração de bens.

Onde o Carnaval exige mais cuidado nas ruas

Endereços icônicos da folia paulistana lideram as estatísticas de criminalidade. Vias que recebem cortejos gigantescos, como o Pipoca da Rainha e o Acadêmicos do Baixo Augusta, figuram no topo da lista. Curiosamente, a Avenida Paulista, tradicionalmente visada, caiu para a oitava posição, já que não recebe trios elétricos diretamente, servindo apenas como rota de acesso durante o Carnaval.

Confira o ranking das vias com maior número de registros nos megablocos:

  • Avenida Pedro Álvares Cabral: 329 ocorrências
  • Rua da Consolação: 241 ocorrências
  • Avenida Marquês de São Vicente: 198 ocorrências
  • Rua Augusta: 158 ocorrências
  • Praça da República: 73 ocorrências

Além dessas, a Avenida Brigadeiro Faria Lima e a Rua Henrique Schaumann também apresentaram números relevantes, com 44 e 39 casos, respectivamente.

Bairros mais afetados pela insegurança

A análise geográfica expandida para os bairros confirma a tendência de concentração no Centro Expandido. As regiões da República e da Consolação lideraram o ranking negativo, somando mais de mil ocorrências. O estudo indica que os dez bairros com maiores índices de roubos e furtos no Carnaval acumularam 2.735 registros, o que representa 45% do total da cidade.

As zonas críticas se dividem da seguinte forma:

  • Centro: República, Consolação, Bela Vista e Santa Cecília.
  • Zona Oeste: Pinheiros, Barra Funda e Jardim Paulista.
  • Zona Sul: Moema e Vila Mariana.

Fatores de risco e análise de especialistas

Para Alan Fernandes, conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os dados refletem a exposição massiva. Em 2025, a festa atraiu 16 milhões de pessoas. Fernandes explica que o contexto de diversão reduz o estado de alerta. O consumo de álcool e a aglomeração densa favorecem a atuação rápida de quem pratica furtos, muitas vezes sem que a vítima perceba a ação imediata.

Rafael Alcadipani, professor da FGV, reforça que a infraestrutura urbana também influencia. Ruas estreitas e a falta de inteligência policial específica para grandes massas facilitam a fuga dos criminosos no meio da multidão que celebra o Carnaval.

Resposta oficial e policiamento

A Secretaria de Segurança Pública contesta a interpretação isolada dos dados. Em nota, a pasta afirmou que o total de roubos e furtos nos períodos analisados foi de 3.779 ocorrências, divergindo do recorte do levantamento. A SSP destaca que houve redução de 60% nos crimes durante o pré-carnaval e quedas significativas nos dias oficiais de folia.

Para este ano, a Polícia Militar promete atuar com 5,2 mil agentes e 2,5 mil viaturas diariamente. O monitoramento será reforçado pelo programa Muralha Paulista, que utiliza drones e câmeras em tempo real para tentar coibir a ação criminosa e garantir um ambiente mais seguro para quem vai aproveitar o Carnaval.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 08/02/2026
  • Fonte: Fever