Carnaval no Grande ABC impulsiona turismo e consumo local
Carnaval no Grande ABC gera consumo, fortalece turismo e movimenta bares, restaurantes e hotéis da região
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 09/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Carnaval no Grande ABC deve ser visto como um investimento estratégico para os setores de hospedagem e alimentação, e não apenas como custos adicionais ou evasão de consumidores. Essa é a avaliação do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC), único representante do setor na região, que defende uma mudança de mentalidade capaz de estimular a permanência do folião e o consumo local.
Turismo, consumo e oportunidades econômicas

Segundo o sindicato, a lógica histórica de exportar moradores para outros destinos durante o Carnaval precisa ser substituída por ações conjuntas entre iniciativa privada e poder público. O objetivo é transformar a folia em geração de renda, fortalecimento do turismo regional e aumento do faturamento de bares, restaurantes e hotéis.
Paulo Tinoco, dirigente da Aethal, braço operacional do Sehal, e presidente do Comtur (Conselho Municipal de Turismo) de Santo André, reforça que o Carnaval é uma oportunidade concreta de desenvolvimento econômico. “Quando o poder público investe em infraestrutura e os empresários se organizam com ações e promoções, o folião permanece no ABC, consome aqui e movimenta toda a cadeia do turismo e dos serviços”, afirma.
A presença de blocos tradicionais, como Bloco do Madruga, Bloco do Marola, Bloco Baixaria e Bloco Canta Pra Descer, atrai públicos variados, criando oportunidades de consumo e incentivando a movimentação econômica nas diferentes regiões da cidade. Promoções temáticas, cardápios especiais, descontos para foliões identificados com abadás ou pulseiras e campanhas nas redes sociais são algumas das estratégias apontadas pelo Sehal para estimular o consumo durante a folia.
Hospedagem e infraestrutura

A rede hoteleira da região também se beneficia, atraindo visitantes que buscam preços competitivos e alternativas à superlotação da capital paulista. “O Grande ABC pode oferecer melhor custo-benefício e aumentar a taxa de ocupação dos hotéis locais”, destaca Tinoco.
O dirigente do Sehal, Beto Moreira, reforça que o investimento do poder público em infraestrutura, como organização do trânsito, segurança, limpeza urbana e apoio logístico aos blocos, é essencial para garantir uma experiência positiva ao folião e ampliar o impacto econômico do Carnaval.
O Carnaval de São Paulo 2026 projeta recorde com 16,5 milhões de foliões e movimentação estimada de R$ 3,4 bilhões, com 627 blocos cadastrados. “Mais do que festa, o Carnaval no Grande ABC representa oportunidade de consumo, estímulo ao turismo regional e fortalecimento da economia local. Ao unir iniciativa privada, poder público e manifestações culturais, a região transforma a folia em desenvolvimento, mantendo o folião por perto e consumindo”, conclui Moreira.