Carnaval 2026: Policias usam fantasias e drones para prender 33 suspeitos

Operação une tecnologia e agentes disfarçados para combater crimes em blocos na capital. Ação policial segue até quarta-feira com reforço.

Crédito: Divulgação/SSP-SP

A segurança no Carnaval 2026 ganhou destaque com o uso de estratégias inéditas e integração tecnológica pelas forças policiais de São Paulo. Entre o dia 31 de janeiro e este sábado (14), a operação resultou na prisão de 33 suspeitos, graças ao monitoramento aéreo e à atuação de agentes infiltrados no meio da multidão.

Segundo dados oficiais da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Operação Carnaval foca no combate a furtos e roubos, especialmente de celulares. A estratégia combina o “efeito surpresa” da Polícia Civil com a onipresença digital da Polícia Militar para garantir a ordem pública.

Táticas de inteligência e disfarces no meio da folia

A Polícia Civil adotou uma abordagem criativa para flagrar criminosos em ação. Agentes se misturaram aos foliões utilizando fantasias populares, permitindo a identificação de delitos que, muitas vezes, passariam despercebidos por policiais fardados durante os blocos do Carnaval 2026.

Flagrantes notáveis da operação incluíram:

  • Scooby-Doo: No sábado (14), três suspeitos de furtar celulares foram presos na República por agentes vestidos como personagens do desenho animado.
  • Caça-Fantasmas: Na Rua da Consolação, região central, outra equipe fantasiada deteve três pessoas no dia 8 de fevereiro.
  • Extra-terrestres: No entorno do Parque Ibirapuera, policiais disfarçados prenderam três indivíduos acusados de vender bebidas adulteradas durante um megabloco.

As autoridades confirmaram que parte dos aparelhos celulares subtraídos foi recuperada e devolvida às vítimas, embora o número total de dispositivos não tenha sido divulgado. A atuação discreta é uma das principais ferramentas para coibir a ação de quadrilhas especializadas neste Carnaval 2026.

Muralha Paulista blinda segurança do Carnaval 2026

Enquanto os agentes civis atuam no chão, a tecnologia oferece suporte aéreo e de dados. O sistema Muralha Paulista, integrado a drones e câmeras de monitoramento, tem sido decisivo para localizar foragidos da Justiça e deter suspeitos em flagrante.

O funcionamento desta malha digital ocorre da seguinte forma:

  1. Reconhecimento Facial: As câmeras escaneiam o público e cruzam dados com o banco de procurados.
  2. Alertas em Tempo Real: Ao identificar um mandado de prisão em aberto, o sistema notifica a Sala de Gerenciamento de Incidentes (SGI).
  3. Ação Imediata: A Polícia Militar é acionada para realizar a abordagem cirúrgica.

O uso intensivo desses equipamentos reforça a estrutura de vigilância montada especificamente para o Carnaval 2026, permitindo uma resposta rápida a incidentes em locais de grande aglomeração.

Efetivo histórico e balanço da operação

A magnitude da festa exigiu uma mobilização sem precedentes das forças de segurança. O coronel Henguel Ricardo Pereira, secretário-executivo da SSP, classificou o efetivo atual como “o maior de todos os tempos”.

Diariamente, cerca de 13 mil policiais, entre civis e militares, estão nas ruas. Além dos crimes contra o patrimônio, a operação combate fraudes diversas. Nos dias 7 e 8 de fevereiro, por exemplo, 11 pessoas foram detidas por delitos que variam de estelionato à venda de produtos nocivos à saúde.

A Secretaria da Segurança Pública mantém o monitoramento ininterrupto, 24 horas por dia, na capital paulista. Com ações integradas e reforço de patrulhamento previstos para continuar até a próxima quarta-feira (18), as autoridades buscam garantir o encerramento seguro das festividades do Carnaval 2026.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 15/02/2026
  • Fonte: Fever