Brasileiro condenado por tráfico na Tailândia tem pena reduzida
Jovem paranaense foi preso em 2022 ao desembarcar no Aeroporto de Bangkok, na Tailândia, com 6,5 kg de cocaína
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 10/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Jordi Beffa, um jovem paranaense de 24 anos, foi preso em 2022 ao desembarcar no Aeroporto de Bangkok, na Tailândia, com 6,5 kg de cocaína. Recentemente, ele recebeu um perdão real do rei tailandês Maha Vajiralongkorn, que resultará na redução de sua pena.
Na mesma ocasião em que Beffa foi detido, outros dois brasileiros foram presos por possuírem uma carga de 9 kg da mesma substância. Após ser condenado a sete anos de prisão, a pena de Jordi será diminuída para um total de um ano e cinco meses adicionais, conforme anunciado por seu defensor, Petrônio Cardoso.
Cardoso explicou que o perdão real na Tailândia pode ser comparado ao indulto natalino no Brasil, embora existam diferenças significativas nas legislações dos dois países. A decisão foi comunicada ao advogado pela Embaixada do Brasil em Bangkok.
O perdão foi concedido em reconhecimento ao bom comportamento de Jordi e sua disposição para participar de trabalhos internos na prisão. Desde o início do cumprimento da pena em 2022, espera-se que ele permaneça detido por mais um ano e cinco meses antes de retornar ao Brasil.
A legislação tailandesa é notoriamente severa em relação ao tráfico de drogas, podendo até mesmo prever a pena de morte dependendo da quantidade e tipo da substância envolvida. No caso de Jordi, a comunicação com seus familiares ocorre principalmente por videoconferência através de um aplicativo disponível na penitenciária onde ele está encarcerado, localizada a aproximadamente 40 km da capital tailandesa.
De acordo com informações recebidas pelo advogado da embaixada brasileira, o estado de saúde de Jordi é considerado bom e não foram reportadas reclamações sobre suas condições na prisão. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informa que tem prestado assistência consular ao brasileiro desde sua prisão, mas evita divulgar detalhes específicos ou nomes relacionados ao caso.