Brasileirão sem bets: Clubes temem queda geral de receitas
Atualmente, as bets são o principal player de publicidade no mercado esportivo brasileiro
- Publicado: 28/09/2026 18:41
- Alterado: 28/09/2026 18:41
- Autor: Redação
Os clubes do Brasileirão temem uma queda geral de receitas com a Medida Provisória que suspende as casas de apostas no país. O receio não se limita aos contratos de patrocínio: direitos de transmissão e premiações de competições também podem ser avaliados.
O alcance das bets no mercado esportivo
As casas de apostas não patrocinam apenas os clubes. Elas também são patrocinadoras de campeonatos, federações e nas próprias televisões que transmitem os jogos. Atualmente, as bets são o principal player de publicidade no mercado esportivo brasileiro.
Em contrapartida, o Governo Federal avalia que as casas de apostas drenam grande parte da renda das famílias e esse dinheiro deixa de circular na economia formal em outros setores, como o varejo.

O impacto além dos uniformes
Com a proibição da publicidade a partir de 6 de outubro, os clubes temem que o efeito seja em cadeia. A redução da verba publicitária pode levar a uma reavaliação dos valores pagos em direitos de transmissão e até mesmo das premiações distribuídas nas competições.
O cenário do Brasileirão
Dos 20 clubes da Série A do Brasileirão, 13 são patrocinados por casas de apostas. Juntos, os contratos somam mais de R$ 900 milhões fixos por temporada. O Flamengo lidera o ranking, com R$ 220 milhões anuais da Betano. Os quatro grandes de São Paulo — Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras — recebem, juntos, R$ 375 milhões fixos por ano.
O que vem agora
A MP segue para o Congresso Nacional, com votação prevista para novembro. Enquanto isso, os clubes articulam um pedido de socorro ao governo federal via BNDES e torcem por uma solução que não comprometa o financiamento do esporte.