Brasil ultrapassa 1 milhão de casos de dengue em 2025; São Paulo lidera o número de mortes

Surto se mantém preocupante apesar de queda em relação a 2024; São Paulo lidera em número de casos e mortes

Crédito: Frame EBC

O Brasil superou a marca de um milhão de casos prováveis de dengue em 2025, de acordo com dados recentes do Ministério da Saúde. Embora o número represente uma redução em relação ao mesmo período do ano passado — quando o país já havia contabilizado mais de 2,7 milhões de infecções — a situação continua crítica e superior à registrada em 2023.

Em resposta ao avanço da doença, o governo federal anunciou, no início de abril, medidas emergenciais voltadas a 80 municípios que apresentam os maiores índices de contaminação. A capital paulista, São Paulo, figura entre as cidades que receberão reforço nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue.

Estado de São Paulo lidera em mortes e incidência

O estado de São Paulo concentra o maior número absoluto de casos e mortes por dengue no país em 2025. Até o momento, foram confirmados 488 óbitos apenas em território paulista, representando mais de 70% do total nacional. A capital contabiliza ao menos cinco dessas mortes.

Com um coeficiente de incidência de 1.285 casos por 100 mil habitantes, São Paulo lidera também entre os estados com maior proporção de infecções. Outras unidades federativas que apresentam altas taxas incluem Acre, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Espírito Santo e Minas Gerais.

Perfil das vítimas e riscos da forma grave

Grupos considerados vulneráveis — como idosos, gestantes, crianças pequenas, imunossuprimidos e portadores de doenças crônicas — merecem atenção especial. Para esses públicos, a recomendação é buscar assistência médica ao surgirem os primeiros sintomas da doença.

A dengue, que geralmente se manifesta com febre alta, dores no corpo e manchas na pele, pode evoluir para formas mais graves. Nesses casos, há risco de choque, hemorragias e falência de órgãos, situações que aumentam significativamente a mortalidade, mesmo com tratamento intensivo.

  • Publicado: 02/02/2026
  • Alterado: 02/02/2026
  • Autor: 21/04/2025
  • Fonte: PMSCS