Brasil enfrenta aumento de doenças respiratórias, especialmente entre crianças
Vacinação e cuidados são essenciais para proteção
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 13/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
Um novo relatório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado nesta quinta-feira (12), revela um panorama alarmante sobre o aumento das doenças respiratórias no Brasil.
Segundo os dados apresentados pelo InfoGripe, 21 dos estados brasileiros estão em níveis de alerta, risco ou alto risco relacionados à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com uma tendência de aumento no número de casos esperada para as próximas semanas. A situação é especialmente preocupante em capitais como Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro, onde foi observado um crescimento significativo das internações entre crianças pequenas, jovens, adultos e idosos.
Entre meados de maio e início de junho, as hospitalizações por SRAG quase dobraram em comparação ao mesmo período do ano anterior, apresentando um aumento de 91%. A maior concentração dos casos está nos estados da região Centro-Sul.
Os principais vírus identificados nas análises laboratoriais são o influenza A e o vírus sincicial respiratório (VSR), que são responsáveis por grande parte das internações em todas as idades. As crianças com até quatro anos são as mais afetadas pelo VSR, enquanto a influenza A tem provocado quadros severos principalmente entre os idosos.
Alguns estados, como Espírito Santo, Acre, Tocantins, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, já apresentam dados que sugerem uma estabilização ou até uma leve redução nos casos; no entanto, a taxa de internação permanece alta.
A Fiocruz destaca a importância da vacinação contra a gripe como a principal estratégia para prevenir casos graves e mortes. A pesquisadora Tatiana Portella recomenda ainda o uso de máscaras em ambientes fechados e com aglomerações, especialmente nas unidades de saúde, além de práticas simples como cobrir a boca ao tossir e higienizar as mãos regularmente.
Desde o começo de 2025, foram notificados mais de 93 mil casos de SRAG no país. Entre os exames que resultaram positivos, 45,1% revelaram infecções por VSR, 24,5% por influenza A e 9,9% por Covid-19. Esses três vírus estão entre os principais responsáveis pelos óbitos respiratórios registrados até o momento.