Brasil e China fortalecem laços com assinatura de 37 novos acordos bilaterais
Durante a visita de Estado do presidente da China, Xi Jinping, ao Brasil nesta quarta-feira (20), os dois países formalizaram a assinatura de 37 novos acordos bilaterais. A cerimônia ocorreu no Palácio da Alvorada, onde o líder chinês foi recebido com honras militares pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela primeira-dama Janja da […]
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 20/11/2024
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Durante a visita de Estado do presidente da China, Xi Jinping, ao Brasil nesta quarta-feira (20), os dois países formalizaram a assinatura de 37 novos acordos bilaterais. A cerimônia ocorreu no Palácio da Alvorada, onde o líder chinês foi recebido com honras militares pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela primeira-dama Janja da Silva. O encontro incluiu uma reunião privada que contou com a presença de diversos ministros de ambas as nações.
Após o término das discussões, os presidentes fizeram declarações à imprensa, sem abrir espaço para perguntas, antes de participarem de um almoço conjunto. De acordo com informações da Presidência da República, os acordos abrangem diversas áreas estratégicas como agricultura, comércio, investimentos, infraestrutura, indústria, energia, mineração, finanças, ciência e tecnologia, comunicações, desenvolvimento sustentável, turismo, esportes, saúde, educação e cultura.
Relação Brasil-China
Em seu discurso durante a assinatura dos acordos, o presidente Lula destacou a longa relação entre os dois países: “Embora separados por distâncias geográficas, China e Brasil cultivam uma amizade estratégica há meio século, baseada em interesses mútuos e visões de mundo semelhantes. Desde 2009, a China é o maior parceiro comercial do Brasil. Em 2023, atingimos um recorde histórico no comércio bilateral de US$ 157 bilhões. O superávit com a China representa mais da metade do saldo comercial global brasileiro.”
Lula ressaltou ainda o papel da China como um dos principais investidores no Brasil. Empresas chinesas têm participado ativamente de licitações de projetos de infraestrutura e colaborado em empreendimentos significativos como usinas hidrelétricas e ferrovias. Essa parceria é vista como geradora de emprego e renda para o Brasil.
Por outro lado, indústrias brasileiras como WEG, Suzano e Randon estão expandindo suas operações na China. Além disso, desde 2017, o Brasil tem sido o maior fornecedor de alimentos para a China.
A visita de Xi Jinping a Brasília segue sua participação na Cúpula dos Líderes do G20 realizada no Rio de Janeiro, encerrada na terça-feira (19). Durante sua declaração à imprensa, o presidente chinês afirmou: “Vamos aprofundar nossa cooperação em áreas prioritárias como economia, comércio, finanças, ciência e tecnologia, infraestrutura e proteção ambiental. Também reforçaremos parcerias em setores emergentes como transição energética, economia digital, inteligência artificial e mineração verde.”
No final do dia, Xi Jinping será homenageado com um jantar no Palácio Itamaraty. O líder chinês deve deixar o Brasil na manhã desta quinta-feira (21).
A visita faz parte das comemorações pelos 50 anos das relações diplomáticas entre os dois países e sucede a viagem oficial que Lula fez à China em abril de 2023.