Botafogo enfrenta desafios com trocas de treinadores e pressão por definições rápidas
Botafogo enfrenta crise de treinadores: 196 dias sem um técnico fixo e pressão por decisão rápida antes dos próximos desafios!
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 03/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Desde a sua transformação em Sociedade Anônima do Futebol em 2022, o Botafogo tem vivenciado um período conturbado em relação à gestão de seu corpo técnico. Sob a presidência de John Textor, o clube já promoveu cinco mudanças de treinador, sendo que o intervalo médio entre a saída de um profissional e a chegada do novo é de cerca de 39 dias.
Entre essas trocas, quatro delas ultrapassaram a marca de 40 dias, com uma exceção notável ocorrida em julho de 2023. Naquela ocasião, Bruno Lage foi anunciado como substituto de Luís Castro apenas oito dias após a demissão deste último, embora tenha desembarcado no Brasil uma semana depois do comunicado oficial.
Atualmente, o Botafogo enfrenta uma situação preocupante, acumulando quase 196 dias sem um treinador efetivo ao longo de períodos distintos. O episódio mais recente que ilustra essa instabilidade foi a demissão de Artur Jorge no início de janeiro deste ano, que resultou em 57 dias sem definição até que Renato Paiva fosse contratado em fevereiro.
Aumento da Pressão e Necessidade de Agilidade
A eliminação precoce no Mundial de Clubes intensificou a pressão sobre a diretoria para uma rápida definição do novo comandante da equipe. Com o retorno do elenco agendado para segunda-feira (07) e um clássico contra o Vasco programado para o dia 12 em Brasília, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, a urgência se torna ainda mais evidente.
Diante dos compromissos importantes que se aproximam, incluindo as oitavas de final da Copa do Brasil e da Libertadores, a diretoria reconhece que é essencial definir o novo treinador antes da reapresentação no Centro de Treinamento Lonier, no Rio.
John Textor, que recentemente deixou sua posição como presidente do Lyon na França, assegurou que redobrará seus esforços em prol do Botafogo. Em entrevista ao “GE”, ele afirmou: “Tenho ótimos sócios no Eagle Football Group… Estou ansioso para me reconectar com o Brasil”.
Centralização nas Decisões e Bastidores Conturbados
Como em ocasiões anteriores, Textor está liderando as negociações para a contratação do novo técnico. Informações obtidas nos bastidores indicam que nem mesmo os dirigentes do clube estão cientes dos nomes que estão sendo considerados neste momento. Jogadores expressam preocupação com a possibilidade de enfrentarem mais uma fase prolongada de indefinição, semelhante ao que ocorreu no início deste ano.
A falta de clareza gera desconforto entre os atletas, que se preparam para um semestre recheado de desafios em três competições diferentes.
Historicamente, em situações semelhantes, o executivo esteve diretamente envolvido nas entrevistas e negociações com os treinadores. A única exceção foi a contratação de Tiago Nunes, onde a decisão partiu do então diretor André Mazzuco, sem a intervenção direta do proprietário da SAF.
Análise das Transições Anteriores
A média de 38,8 dias entre as mudanças no comando técnico reflete os seguintes períodos: