‘Bolsa Tiro de Guerra’ de SBC traz vieses social e cívico
Prefeitura de São Bernardo do Campo passa a pagar R$ 150,00 a cada um dos 100 atiradores do Tiro de Guerra da cidade, com o novo ‘Bolsa Tiro de Guerra’
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 06/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
Com o Teatro Cacilda Becker, no Paço de São Bernardo, tomado por atiradores do TG (Tiro de Guerra) e familiares, na tarde deste sábado (05), o prefeito Marcelo Lima (Podemos), ao lado do subtenente Renato Moraes, do sargento Santos Oliveira, da vice-prefeita, da sargento Jessica Cormick, do vereador Julinho Fuzari, do recém-empossado comandante da GCM (Guarda Civil Municipal), Eduardo dos Santos, e de secretários, entregou o primeiro valor do ‘Bolsa Tiro de Guerra’, benefício concedido aos 100 atiradores do TG 02-078.

Pedido já foi feito há muito anos
Ao comentar a criação do projeto, o podemista disse que se trata de uma reivindicação antiga e que a responsabilidade de autoria é do Executivo por envolver valores.

“Importante ressaltar que essa lei foi criada na Câmara Municipal, é de autoria do Poder Executivo, até porque é do Executivo a autoria desse tipo de lei orçamentária. O vereador Julinho Fuzari me trouxe a preocupação do Tiro de Guerra, a demanda. E também já tinha uma indicação há muito tempo para criação de um valor, de uma bolsa, de um auxílio”, explicou Marcelo Lima que o pedido vem de longa data.
Relato que preocupa
Envolvido com o universo do Tiro de Guerra, há cerca de 12 anos, o vereador Julinho Fuzari fez um breve relato de histórias que ouviu sobre acontecimentos que, muitas vezes, são invisíveis, mas existem.

“Eu conheci histórias dentro do TG, de garotos que, ao fazerem os exercícios, chegavam a desmaiar, porque não tinham café da manhã para tomar em casa. Garotos que saíam do TG e iam para o farol vender bala para poder conquistar dinheiro para levar para dentro de casa. E eu sempre soube o quanto seria importante esse subsídio tiro de guerra para auxiliar esses jovens”, contou o edil.
Mais que dinheiro, são outros valores
O subtenente Renato Moraes ressaltou que esse recurso representa muito mais que um valor financeiro.

“O programa será fundamental para o desenvolvimento de habilidades e valores importantes para os jovens, promovendo a cidadania e o civismo. Ela é uma ferramenta de formação e crescimento dos jovens”, destacou Moraes.
Aumento no valor do benefício, mas no futuro
De forma simbólica, Marcelo Lima entregou o cheque de R$ 150,00, valor que será entregue a cada um dos atiradores, provisionado e com expectativa de reajuste, e lamentou ter herdado dívidas.

“Hoje, eu ainda estou pagando dívidas do ano passado, da gestão anterior. Eu acabando de pagar e colocando as finanças em dia, que vou colocar, a gente vai reavaliando a bolsa. Tem o compromisso do prefeito de rever o valor também”, se comprometeu o chefe do Executivo.
Momento histórico
O subtenente agradeceu o investimento nos jovens, o reconhecimento da importância dos tiros de guerra e revelou que esse foi um ato histórico em mais de sete décadas.
“O Tiro de Guerra tem 72 anos de existência e nunca houve uma Bolsa para incentivar os nossos jovens. Esses jovens, que têm que servir o Exército Brasileiro, que está na Constituição, são obrigados a ficar durante um ano. Selecionamos cinco mil jovens são-bernardenses e, somente 100 vêm para o Tiro de Guerra”, mensurou Renato.
É pouco
O prefeito sabe que o valor é ínfimo e reconhece os obstáculos para ingressar no mercado de trabalho em período de alistamento militar, entretanto, as contas não estão redondas o suficiente para oferecer mais.

“Eu sei que 150 reais não é muito, é pouco. E eu sei da dificuldade que vocês passam, no tiro de guerra também, porque ninguém consegue um emprego, é difícil. Então, aí tem um valor simbólico, muito aquém do que nós vamos chegar. Agora, eu não posso fazer algo que eu não vou cumprir. Isso é o que a gente vai poder entregar neste momento, para que vocês possam completar a renda familiar, fazer o que vocês quiserem com esse recurso”, aconselhou ele.
Com este valor de R$ 150,00 por pessoa, vezes 100 atiradores, a Prefeitura investirá, mensalmente, R$ 15 mil, totalizando R$ 180 mil ao final de 12 meses, pois o benefício é concedido no período em que o jovem estiver servindo o Exército.