Nesta sexta (17), Polícia de SP combate adulteração de bebidas
Polícia Civil mira grupo familiar suspeito de produzir bebidas adulteradas ligadas a mortes em SP
- Publicado: 11/02/2026
- Alterado: 17/10/2025
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Itaú Cultural
A Polícia Civil de São Paulo desencadeou, nesta sexta-feira (17), uma operação para cumprir sete mandados de busca e apreensão em relação a um grupo suspeito de produzir e comercializar bebidas alcoólicas adulteradas com metanol.

Esta ação é um desdobramento de uma operação realizada na semana anterior, que resultou na descoberta de uma fábrica clandestina localizada em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Durante essa operação inicial, uma mulher foi detida em flagrante, sendo apontada como a responsável pela produção ilegal das bebidas.
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Os mandados desta nova fase visam parentes da suspeita detida, incluindo seu pai, ex-marido e outra mulher ligada ao grupo. As investigações revelaram que essa família esteve envolvida na venda das bebidas adulteradas que resultaram em hospitalizações graves, como no caso de Claudio Baptista, que apresentou sintomas severos após consumir a bebida em um bar na região da Saúde, na zona sul da capital paulista.

Além desse incidente, outros dois casos fatais foram associados à mesma fábrica clandestina: Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, e Marcos Antônio Jorge Junior, de 46 anos, ambos faleceram após ingerir a bebida adulterada em um bar localizado na Mooca, na Zona Leste da cidade. Assim, contabilizam-se pelo menos três casos diretamente relacionados à produção irregular descoberta anteriormente.
A polícia também identificou um fornecedor conhecido como “garrafeiro”, que estava encarregado de fornecer as garrafas para o grupo responsável pela fabricação das bebidas perigosas.
Essa situação levanta preocupações sobre os riscos à saúde pública associados ao consumo de bebidas alcoólicas não regulamentadas e o impacto do metanol no organismo humano.