Banhistas resgatam raia encalhada em Praia Grande e a devolvem ao mar
Segundo o responsável pelas imagens, caso aconteceu na altura do Canto do Forte, em Praia Grande (SP). Biólogos orientam sobre o que fazer nessa situação.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 28/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
No litoral de São Paulo, a devolução de uma raia ao mar chamou a atenção nesta segunda-feira (28). O incidente ocorreu em Praia Grande, onde um grupo de banhistas se mobilizou para resgatar o animal marinho encalhado.
O criador de conteúdo Rodrigo Mandarino de Oliveira, que registrou o evento, estava na região do bairro Canto do Forte quando presenciou a ação dos banhistas.
De acordo com Rodrigo, inicialmente um homem tentou empurrar a raia com um bastão, mas sem sucesso. Em seguida, outro morador apareceu e decidiu usar um remo emprestado para ajudar no resgate, garantindo que o animal fosse devidamente devolvido ao seu habitat natural.
“Não recomendo que as pessoas tentem realizar esse tipo de resgate sem o conhecimento adequado sobre como lidar com arraias”, alertou Rodrigo. Ele expressou esperança de que a raia tenha seguido seu caminho após ser devolvida ao mar.
O biólogo marinho Eric Comin identificou a raia das imagens como pertencente ao gênero Dasyatis. Comin elogiou a abordagem utilizada no resgate, destacando que o uso do remo ajudou a manter uma distância segura do animal, evitando ferimentos tanto para a raia quanto para os humanos envolvidos.
As arraias possuem um esporão localizado no centro da cauda, que pode causar ferimentos graves. A maioria dos acidentes envolvendo esses animais ocorre quando pessoas desatentas pisam em sua área de habitat subaquático. “Além de causar cortes e rasgos na pele, os espinhos da arraia podem carregar microrganismos que provocam inflamações e infecções”, explicou Comin, ressaltando a importância de procurar atendimento médico em caso de acidentes.
Outro biólogo, William Rodriguez Schepis, também comentou sobre o episódio, enfatizando que a atitude do homem foi prudente ao utilizar o remo para transportar o animal. Ele observou que, por não ser um especialista, essa abordagem minimizou os riscos associados ao contato direto com a raia, que possui um ferrão tóxico capaz de causar dor intensa.