Aumento de vandalismo em ônibus na grande São Paulo gera investigação policial

Entre os dias 8 e 17 deste mês, o número de ônibus vandalizados na Grande São Paulo atingiu a marca de 135 veículos.

Crédito: Reprodução

A Polícia Militar registrou um total de 12 chamadas de emergência pelo número 190 referentes a incidentes de vandalismo contra ônibus, entretanto, apenas sete boletins de ocorrência foram formalmente lavrados. Todos esses registros ocorreram no último domingo, dia 8.

Entre os dias 8 e 17 deste mês, o número de ônibus vandalizados na Grande São Paulo atingiu a marca de 135 veículos. Desses, 78 pertenceram à capital paulista, especialmente nas Zonas Sul e Leste, enquanto 57 foram atacados em áreas da Região Metropolitana.

Dados obtidos pelo programa SP2, junto à Secretaria da Segurança Pública, indicam que a maioria dos ataques ocorreu entre as 20h e 23h. Apesar das chamadas recebidas pela PM, a resposta em termos de registro formal foi baixa.

Investigadores da Polícia Militar estão atualmente visitando os locais dos incidentes em busca de testemunhas e imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar na identificação dos responsáveis pelos ataques, que afetaram ao menos 14 empresas de ônibus.

Conforme informações da Secretaria da Segurança Pública, pelo menos seis ocorrências específicas estão sob investigação. A SPTrans, responsável pela operação do transporte público na cidade, não conseguiu esclarecer os motivos por trás dessa onda de vandalismo.

Em entrevista concedida na última quarta-feira (18), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciou que a Prefeitura está intensificando o patrulhamento nas áreas mais afetadas e analisando imagens do programa Smart Sampa para tentar identificar os autores dos atos de vandalismo.

Na segunda-feira (16), a SPTrans informou que desde a quinta-feira (12) houve pelo menos 19 casos de vandalismo registrados em ônibus municipais. Esse número subiu para 78 até a terça-feira (17).

Um incidente em Mauá, na Grande São Paulo, foi registrado por câmeras de segurança e mostra um ônibus sendo atacado enquanto ainda transportava passageiros. O ataque ocorreu no sábado (14), por volta das 22h, quando uma pedra foi lançada contra o coletivo que seguia pela Avenida João Ramalho. Felizmente, ninguém ficou ferido durante o ocorrido.

A maioria dos veículos vandalizados teve vidros e janelas quebradas, principalmente nas partes traseiras e laterais. As áreas mais afetadas incluem vias como a Avenida Cupecê, onde foram reportados ao menos oito casos; além das avenidas Engenheiro Armando de Arruda Pereira, Vereador João de Luca e Assembleia, todas situadas na Zona Sul.

Pelo menos 19 ônibus precisaram ser retirados de circulação e levados para as garagens das empresas Transpass Metrópole Paulista, Transunião, Express, Via Sudeste, Mobibrasil e Campo Belo devido aos danos sofridos.

A SPTrans divulgou uma nota através da Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT), manifestando repúdio aos atos de vandalismo que comprometem o serviço público e afetam a população. A Secretaria da Segurança Pública também informou que o policiamento nas regiões impactadas foi reforçado e encorajou a população a realizar denúncias sobre atos de vandalismo pelos canais oficiais disponíveis.

A reportagem solicitou à SPTrans informações sobre possíveis indícios que expliquem as motivações por trás dos ataques e aguarda retorno.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 18/06/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo