Atualização das áreas com falta de água por queda de energia

Falta de eletricidade após vendavais paralisa estações de bombeamento, afetando milhões

Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

A situação do fornecimento de água na Grande São Paulo se arrasta para o terceiro dia útil após os severos vendavais que atingiram o estado na terça e quarta-feira (9 e 10 de dezembro). A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) segue em estado de contingência, alertando que a demora na retomada do fornecimento de energia elétrica é o principal e mais complexo obstáculo para normalizar o abastecimento de água em SP.

A falta de eletricidade paralisa as bombas nas estações e reservatórios, essenciais para o transporte da água por longas distâncias e terrenos acidentados até as residências de mais de 22 milhões de clientes na região. O efeito da interrupção é cumulativo, atingindo de forma indireta até mesmo bairros vizinhos aos pontos de bombeamento afetados.

Resposta da Companhia: O uso da tecnologia para suportar a crise

Sabesp
Divulgação

A complexidade do sistema de saneamento exige uma reação imediata. A Companhia de Saneamento implementou seu Plano de Contingência utilizando tecnologia e infraestrutura alternativa para reduzir o sofrimento da população:

  • Manobras de Setorização (Sistema Flex): As equipes da Sabesp estão executando o Sistema Flex para enviar água de regiões que já tiveram a eletricidade restabelecida para as áreas que seguem sem energia, uma ação vital que previne um colapso hídrico em uma área maior.
  • Infraestrutura de Gás: Estações de bombeamento a gás, instaladas como medida de resiliência, estão em pleno funcionamento para manter o fluxo onde a rede elétrica falhou.
  • Desafio dos Geradores: Embora geradores de grande porte estejam operando em locais como Itapecerica e Americanópolis, a Sabesp esclarece que a força motriz para bombear a água é massiva – muitas vezes exigindo potência superior à de um veículo de Fórmula 1. Isso torna a substituição total da eletricidade pela geração temporária impraticável em muitas grandes estações.

Para auxiliar a população em casos críticos, a empresa disponibilizou caminhões-pipa, priorizando unidades de saúde e instituições de ensino em toda a região afetada.

Recuperação em câmera lenta: A lógica física do fluxo hídrico

Divulgação/Freepik

A Sabesp faz questão de explicar a diferença fundamental entre a volta da luz e a recuperação do abastecimento de água em SP. Enquanto a eletricidade é quase instantânea, o fluxo de água é lento e gradual.

O longo período sem bombeamento esvaziou completamente as tubulações. Com a retomada da eletricidade, a água precisa:

  1. Encher os Tubos: O volume retorna às extensas redes de distribuição.
  2. Reabastecer os Reservatórios: A água começa a subir para os pontos de armazenamento domiciliares (caixas-d’água).

Por isso, o processo é lento e, inevitavelmente, os pontos mais altos e distantes dos reservatórios serão os últimos a terem o fornecimento normalizado.

A Companhia ainda reitera um problema recorrente: a ausência de eletricidade dentro de edifícios e residências de múltiplos pavimentos. Nestes casos, a falta de luz impede que as bombas internas funcionem, impossibilitando a subida da água até as caixas-d’água no topo, mesmo que o sistema da rua esteja funcionando.

Mapa da Crise: Onde o abastecimento de água em SP está sendo retomado

Sabesp firma parceria Veolia e a Ambipar
Reprodução

A volta da energia permitiu o gradual reinício do bombeamento em diversas áreas, que agora estão em processo de normalização:

  • Capital: Carrão, Cangaíba, Morumbi, Parque do Carmo, Parque Savoy, Sacomã, Tucuruvi, Vila Clara, Vila Formosa e Vila Mariana.
  • Grande SP: Santo André, Mauá, São Bernardo do Campo, Vila Iracema (Osasco), Atalaia (Cotia), São Gonçalo e Capital Ville (Cajamar).

No entanto, o abastecimento segue com problemas em Mairiporã (encosta da Cantareira), Santa Isabel e Guararema.

Regiões onde a falta de eletricidade impede o bombeamento:

Apagão em São Paulo
Paulo Pinto/Agência Brasil

Os sistemas de distribuição permanecem totalmente inoperantes nas seguintes localidades devido à ausência de energia:

  • São Paulo: Parelheiros, Parque do Carmo e Vila Romana.
  • Grande SP: Pimentas (Guarulhos), Jardim Arpoador (Francisco Morato) e o centro de Caieiras.

A Sabesp conclui com um apelo crucial: o consumo consciente da água armazenada é a melhor maneira de ajudar a acelerar a recuperação total do sistema. Os cidadãos devem usar o recurso com moderação até que o abastecimento esteja plenamente restabelecido.

Para informações e emergências, a Companhia está acessível pelos seguintes canais: ligação gratuita 0800-055-0195, WhatsApp (11) 3388-8000 ou pela Agência Virtual no site www.sabesp.com.br.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 12/12/2025
  • Fonte: Fever