Assembleia da ONU marca 1º encontro indireto entre Lula e Trump
Assembleia-Geral ocorre sob tensão diplomática e expectativa de embates indiretos entre líderes
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 21/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca neste domingo (21) em Nova York para participar da Assembleia-Geral da ONU. Será a primeira vez que ele e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estarão no mesmo espaço desde a imposição de sanções norte-americanas ao Brasil. Apesar da coincidência, não há previsão de encontro entre os dois líderes.
A reunião anual, que marca os 80 anos da instituição, acontece sob a ameaça de novas punições de Washington contra Brasília, o que pode gerar constrangimento à delegação brasileira. Entre as medidas em análise estão aumento de tarifas, restrição de vistos e até sanções direcionadas a pessoas ligadas ao governo.
Temas centrais da assembleia
Além da relação entre Brasil e EUA, outros debates devem dominar a pauta: a guerra entre Rússia e Ucrânia, o conflito entre Hamas e Israel na Faixa de Gaza e a agenda climática. Lula deve reforçar a defesa da solução de dois Estados para a Palestina, posição apoiada por cerca de 150 países, mas rejeitada pelos EUA no Conselho de Segurança.
O presidente brasileiro também deve destacar a realização da COP30, prevista para novembro em Belém, e retomar críticas a Israel, a quem já acusou de praticar genocídio em Gaza. Aliados esperam que Lula reforce ainda a defesa da soberania nacional e da democracia diante das críticas de Trump.
Expectativa para discursos
O Brasil tradicionalmente abre os trabalhos da assembleia, seguido pelos Estados Unidos. Isso significa que Lula e Trump estarão no mesmo ambiente, ainda que não haja interação direta. O discurso de ambos será acompanhado de perto, sobretudo pelas posições em relação aos conflitos internacionais e ao papel da ONU, que enfrenta questionamentos sobre sua relevância.
Diplomatas em Nova York apelidaram a semana de “reuniões do inferno”, em referência à alta tensão diplomática. Mais de 30 países solicitaram reuniões bilaterais com Lula, entre eles Ucrânia, Suécia e Finlândia.
A comitiva brasileira contará com Mauro Vieira (Itamaraty), Marina Silva (Meio Ambiente) e Ricardo Lewandowski (Justiça). Já Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Padilha (Saúde) não participarão da viagem, este último afetado por restrições impostas pelo governo americano.