Apresentação da PEC da Segurança é adiada para terça-feira

O deputado Mendonça Filho adiou a apresentação da PEC da Segurança Pública para terça-feira (3), buscando consenso entre líderes partidários

Crédito: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

A apresentação do relatório da PEC da Segurança, uma das prioridades legislativas do governo federal, foi adiada para a próxima terça-feira (3). Inicialmente prevista para esta quarta-feira, a entrega do parecer foi remarcada pelo relator, deputado federal Mendonça Filho, após um pedido direto do Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O adiamento reflete a necessidade do Congresso em alongar as negociações para construir um acordo robusto sobre o conteúdo da proposta, que tem gerado resistência significativa tanto na oposição quanto entre governadores. A matéria é crucial por visar a integração das forças de segurança do país e o fortalecimento do combate ao crime organizado.

A busca por consenso em uma PEC da Segurança controversa

A decisão de adiar a apresentação do texto final ocorreu durante uma reunião estratégica com líderes partidários, na qual o Presidente da Câmara estava presente. Ficou evidente que o caminho para a aprovação da PEC da Segurança passará, obrigatoriamente, por um entendimento prévio entre as diferentes bancadas.

“Além do presidente Motta, alguns líderes conversaram comigo hoje e, diante dessas tratativas, o presidente preferiu dar mais tempo para avançarmos. A apresentação ficou remarcada para a próxima terça-feira”, declarou o relator Mendonça Filho, confirmando o novo prazo e a pressão política.

O texto é visto como um pilar central na agenda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas enfrenta oposição por seu impacto nas políticas penais estaduais e nas prerrogativas dos poderes locais.

Comissão especial para aprofundar o debate

Diante do impasse e da complexidade da matéria, o Presidente Hugo Motta instituiu uma Comissão Especial com o objetivo de aprofundar o debate sobre a PEC da Segurança. Mendonça Filho foi nomeado o relator dessa comissão, encarregado de elaborar um texto de consenso que incorpore os anseios das partes envolvidas, equilibrando a visão do governo com as preocupações dos parlamentares e governadores.

O deputado Mendonça já havia sinalizado, em encontros anteriores, que seu relatório deve incorporar mudanças profundas. A mais notável dessas alterações é o fim da progressão de pena para crimes considerados graves.

A alteração na legislação penal é um dos pontos mais sensíveis da proposta. Enquanto a medida é defendida como essencial para aprimorar a rigidez da Justiça criminal e aumentar a sensação de segurança, ela também gera controvérsia sobre os impactos no sistema prisional.

A trajetória da proposta no Congresso da PEC da Segurança

A PEC da Segurança tem percorrido o rito legislativo de forma intensa. Ela já obteve uma etapa fundamental de aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde também contou com a relatoria de Mendonça Filho.

Agora, a proposta segue para a avaliação da Comissão Especial. Esta etapa de debate aprofundado e ajustes é decisiva para garantir o apoio necessário. Após a aprovação na comissão especial e a apresentação do relatório final, o texto estará pronto para ser submetido à votação no plenário da Câmara dos Deputados.

O adiamento de quatro dias é, portanto, um indicativo de que as negociações estão em fase crítica e que a liderança da Câmara está empenhada em evitar uma derrota ou uma votação rachada em torno de uma pauta tão sensível e prioritária para o país.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 03/12/2025
  • Fonte: Sorria!,