Após assalto à família, Eduardo Bolsonaro insinua ordens de Moraes
Família do deputado foi feita refém durante assalto em Resende; ele relaciona episódio a suposta perseguição do ministro do STF Alexandre de Moraes
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 25/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
No último domingo (24), a família do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) foi alvo de um assalto em Resende (RJ). A mãe e os avós do parlamentar foram feitos reféns por criminosos armados, que permaneceram no local por mais de uma hora e meia.
Segundo relatos divulgados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), os assaltantes chegaram a afirmar que conheciam a identidade da família e procuravam por valores supostamente enviados pelo deputado. Durante a invasão, as vítimas foram ameaçadas e amordaçadas com fita adesiva.
Declarações de Eduardo Bolsonaro
Pelas redes sociais, Eduardo classificou o episódio como “uma cena de terror que nenhuma família deveria enfrentar”. O deputado também insinuou que o ataque teria ligação com “vazamentos seletivos e perseguições” promovidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
“Até onde vai a sede de vingança desse homem? E até onde irá a obediência cega de policiais que cumprem suas ordens sem questionar?”, publicou o parlamentar.
Dinâmica do crime
O assalto ocorreu dentro da residência da família. Os criminosos revistaram o imóvel em busca de bens e fugiram levando joias e o carro da família. Horas depois, a Polícia Militar localizou o veículo abandonado na Estrada do Ipiranga, próxima ao município de Arapeí (SP).
De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil, uma perícia já foi realizada no local e agentes trabalham na análise de imagens de câmeras de segurança para identificar os envolvidos.
Repercussão política
O caso gerou forte repercussão nas redes sociais, tanto pela violência sofrida quanto pela tentativa do deputado de relacionar o crime a disputas políticas. Até o momento, não há indícios públicos de que o assalto tenha relação com perseguições institucionais.
As investigações seguem em andamento, com prioridade para localizar os autores e verificar se a família foi escolhida de forma aleatória ou se o crime teve motivação direcionada.