Anvisa revela falhas em 40 marcas de suplementos de creatina
Produtos não são perigosos, mas cuidados são essenciais. Confira as recomendações.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 24/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou os resultados de uma análise inovadora que avaliou 41 marcas de suplementos alimentares à base de creatina disponíveis no mercado brasileiro. O estudo, que envolveu 29 empresas, focou em três aspectos fundamentais: a concentração de creatina, a conformidade das informações nos rótulos e a presença de contaminantes indesejados.
De acordo com a pesquisa, 40 das 41 marcas analisadas apresentaram problemas significativos na rotulagem dos produtos. A Anvisa destaca que essas falhas incluem alegações não autorizadas, tabelas nutricionais inadequadas e a ausência de informações essenciais como número de porções e quantidades de açúcares.
Embora as irregularidades nos rótulos sejam alarmantes, a agência assegura que os produtos em questão não representam um risco imediato à saúde dos consumidores. No entanto, notificações foram emitidas para as correções necessárias.
O uso da creatina é amplamente reconhecido entre atletas e praticantes de atividades físicas, sendo associada a benefícios como aumento da força muscular e desempenho em exercícios intensos. Contudo, a Anvisa enfatiza a importância do consumo responsável e alerta os consumidores para não confiarem cegamente nas informações apresentadas nas embalagens.
No que diz respeito ao teor de creatina, 40 marcas estavam dentro dos limites regulamentares, com apenas uma marca apresentando um nível abaixo do mínimo exigido (3.000 mg), atualmente sob investigação administrativa pela Anvisa. Todas as amostras foram coletadas no segundo semestre de 2024 e enviadas para análise laboratorial no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Apenas um produto, o CREATINE MONOHYDRATE – 100% PURE da ATLHETICA NUTRITION, alcançou todos os critérios satisfatoriamente.
A partir de 1º de setembro de 2025, todos os suplementos alimentares comercializados no Brasil deverão estar regularizados conforme as normas estabelecidas pela RDC 843/2024 e IN 281/2024. A expectativa é que essas novas diretrizes proporcionem maior segurança e clareza aos consumidores.
Por fim, a Anvisa aconselha cautela no uso da creatina, especialmente para pessoas com condições renais ou que utilizam medicamentos que podem sobrecarregar os rins. A recomendação é que a suplementação seja feita sob supervisão profissional, com doses diárias entre 3g e 5g acompanhadas de adequada hidratação.