Analogue anuncia Super Nt+ e Mega Sg+ para rodar cartuchos
Analogue apresenta versões atualizadas do Super Nt e Mega Sg que utilizam chips FPGA para rodar cartuchos originais sem o uso de emulação.
- Publicado: 20/10/2026 17:37
- Alterado: 20/10/2026 17:37
- Autor: Daniela Ferreira
A fabricante norte-americana de hardware retro Analogue anunciou o lançamento das versões atualizadas de seus dois consoles clássicos de mesa: o Super Nt+ e o Mega Sg+. Apresentados como revisões dos modelos lançados originalmente há oito anos, os aparelhos foram projetados para rodar jogos das plataformas Super Nintendo e Sega Mega Drive (Genesis) de forma nativa e sem uso de emulação por software.
Tecnologia FPGA, novidades técnicas e funcionamento nativo
A base do funcionamento dos consoles é a utilização de chips Field-Programmable Gate Array (FPGA). A tecnologia consiste em circuitos integrados programáveis que recriam em nível físico de componentes a arquitetura original dos processadores de 16-bits da Nintendo e da Sega, permitindo a execução dos jogos diretamente a partir de cartuchos originais da época.
Entre as atualizações técnicas presentes nas edições aprimoradas estão a transmissão de imagem em resolução Full HD (1080p), suporte à proporção de tela widescreen e a inclusão de filtros que simulam as linhas de varredura (scanlines) dos antigos monitores de tudo (CRT).
Os novos modelos também introduzem o recurso de hot swapping, que viabiliza a substituição dos cartuchos de jogo sem a necessidade de desligar o aparelho.
Pré-venda, prazos de entrega e contexto do mercado retrô

A pré-venda do Super Nt+ e do Mega Sg+ foi aberta pela Analogue na segunda-feira (19). O preço sugerido de lançamento é de US$ 219,99 para cada unidade (aproximadamente R$ 1.110 na conversão direta), com entregas globais previstas para começar em dezembro de 2026.
A fabricante acumula histórico no segmento de hardware de preservação de videogames, sendo responsável também pelo portátil Analogue Pocket, lançado em 2019 e compatível com jogos de Game Boy.
O anúncio das versões de mesa ocorre em um momento de debate no setor de videogames retro, diante do aumento da fiscalização e do combate da indústria contra portáteis e dispositivos comercializados com acervos de jogos pré-instalados sem licença oficial.