Amazon prepara demissão em massa de 30 mil funcionários

Amazon busca eficiência máxima com a maior onda de cortes em sua história, focando em até 10% de seus empregados corporativos e realinhando estratégia global

Crédito: Reprodução

A Amazon, uma das maiores potências do comércio eletrônico e da tecnologia mundial, iniciou a maior onda de cortes de sua história, conforme reportagens da imprensa internacional e comunicados internos. A varejista confirmou o corte imediato de 14 mil funcionários e se prepara para uma demissão em massa da Amazon que pode atingir a marca de 30 mil empregados em seus setores corporativos. Este movimento estratégico visa uma drástica contenção de despesas e a busca por maior eficiência após um período de expansão acelerada e por vezes desordenada, impulsionada pela demanda recorde durante a pandemia de COVID-19.

A reestruturação em curso, que se concentra em reduzir a burocracia e realinhar os investimentos, foca principalmente nos chamados “cargos de colarinho branco”. A previsão de 30 mil demissões representa aproximadamente 10% do total de 350 mil colaboradores que atuam em setores administrativos e de tecnologia da empresa.

🌐 O Impacto Mundial da Estratégia de Redução de Custos na Amazon

Qual será o impacto internacional na demissões em massa da Amazon? - Divulgação
Qual será o impacto internacional na demissões em massa da Amazon? – Divulgação

A decisão de promover uma demissão em massa da Amazon não se restringe a uma única nação, refletindo o caráter global da gigante. O corte impacta diversas áreas nevrálgicas da organização, incluindo Recursos Humanos (internamente conhecida como PXT – People Experience and Technology), a divisão de Dispositivos e Serviços, Operações e, crucialmente, a poderosa unidade de computação em nuvem, a Amazon Web Services (AWS).

A AWS, tradicionalmente um motor de lucro da companhia, também entra no radar dos cortes, sinalizando que a busca por redução de custos é ampla e não poupará nenhum departamento. Essa abrangência gera um impacto psicológico no mercado global de tecnologia, pois se soma a movimentos semelhantes observados em outras big techs que também passaram por “supercontratações” no período pandêmico.

Importante: A Amazon, com sua força de trabalho total de 1,55 milhão de pessoas (a maioria em armazéns e logística), está enviando um sinal claro ao mercado financeiro: a prioridade agora é a lucratividade e a otimização de processos, mesmo que isso signifique o desligamento de milhares de profissionais altamente qualificados.

📉 O ciclo de demissões da Amazon e a busca por eficiência robótica

Este ciclo de desligamentos é o maior desde o final de 2022, quando cerca de 27 mil colaboradores foram dispensados. A repetição da demissão em massa da Amazon reflete a pressão do CEO Andy Jassy em implementar o que ele chamou de “iniciativa de ineficiência”. O objetivo é “reduzir a burocracia” e remover camadas de gestão que se acumularam durante a rápida expansão.

A crise de excesso de pessoal é vista como uma correção de rota severa. Durante a pandemia, a Amazon precisou dobrar o tamanho de sua força de trabalho corporativa em apenas cinco anos para dar conta da explosão da demanda global por compras online e serviços em nuvem. Agora, a demissão em massa da Amazon é a forma encontrada pela gestão para reequilibrar o quadro de funcionários.

Um fator adicional que tem sido apontado por analistas é o crescente investimento da empresa em Inteligência Artificial (IA) e automação. O próprio CEO Jassy já indicou que a proliferação de ferramentas de IA generativa e agentes autônomos no futuro exigirá “menos pessoas fazendo alguns dos trabalhos que estão sendo feitos hoje”. Relatórios internos sugerem que a equipe de robótica da empresa projeta evitar a contratação de centenas de milhares de pessoas nos Estados Unidos nos próximos anos, reforçando o foco em soluções automatizadas para o crescimento futuro.

Como as demissões em massa da Amazon afeta o cenário tecnológico?

Como o setor de tecnologia a Amazon se adaptará a partir de agora? Reprodução/Internet
Como o setor de tecnologia a Amazon se adaptará a partir de agora? Reprodução/Internet

O mercado global acompanha de perto os desdobramentos na Amazon, não apenas por seu tamanho, mas por seu papel de termômetro no setor de tecnologia. A onda de cortes sugere uma mudança de paradigma: o foco não está mais apenas no crescimento a qualquer custo, mas sim na eficiência e na disciplina financeira.

Os colaboradores desligados serão, segundo a empresa, amparados por pacotes de benefícios que incluem indenização e suporte para recolocação profissional. No entanto, o clima de apreensão é palpável, especialmente em um contexto onde outras gigantes como Microsoft, Meta e Google também promoveram seus próprios cortes.

A divulgação dos resultados financeiros do terceiro trimestre da Amazon, prevista para esta semana, será crucial para que os investidores avaliem o sucesso da estratégia de cortes de Jassy e para entender se a maior demissão em massa da Amazon na história recente trará os resultados de lucratividade esperados.

Centro de distribuição da Amazon em Cajamar também teve demissões?

Amazon busca eficiência máxima com a maior onda de cortes em sua história, focando em até 10% de seus empregados corporativos e realinhando estratégia global
Centro de Distribuição da Amazon em Cajamar – Divulgação

Até o momento, a Amazon não divulgou números específicos de demissões que tenham ocorrido nos Centros de Distribuição (CDs) de Cajamar ou em qualquer outra unidade de logística no Brasil, como parte da recente onda de cortes globais.

A razão para essa falta de números é a natureza dos desligamentos anunciados:

  1. Foco nos Cargos Corporativos: A demissão em massa da Amazon anunciada (com a meta de cortar até 30 mil e a confirmação de 14 mil) está focada quase que integralmente nos cargos corporativos (white-collar), ou seja, em funcionários de setores administrativos, de tecnologia, engenharia de software, recursos humanos (PXT), e gerência.
  2. Operação Logística Blindada: A Amazon tem sido clara ao indicar que a maioria dos cortes não afeta a força de trabalho de armazéns e logística, onde se enquadram os funcionários dos Centros de Distribuição de Cajamar.
    • Os CDs em Cajamar (que são o principal hub logístico da Amazon no Brasil, abrigando múltiplos armazéns como GRU8, XCV9 e GRU9) empregam trabalhadores de separação, embalagem, armazenamento e expedição. Essa mão de obra é crucial para a operação principal de e-commerce da empresa e, até o momento, não tem sido o alvo principal da reestruturação global.
  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 28/10/2025
  • Fonte: Multiplan MorumbiShopping